FC Porto com domingo folião em Chaves a recuperar a liderança com goleada

Soares bisou na primeira parte, Marega e Sérgio Oliveira fecharam a contagem. Goleada permitiu regresso ao primeiro lugar e deixou boas indicações para o jogo de quarta-feira com o Liverpool, dos oitavos-de-final da Champions

O FC Porto conseguiu ontem a sua segunda vitória mais folgada fora de casa na Liga, vencendo em Chaves por 4-0 (em Setúbal foi mais um). Um resultado que premeia uma exibição de bom nível e em que os golos começaram cedo.

Estes jogos com boas equipas às vezes tornam-se fáceis. O Desp. Chaves de Luís Castro teve mais posse de bola, mas rematou pouco e foi pouco agressivo (apenas sete faltas em 90 minutos, contra 20 do adversário). E como os portistas aos 28" já ganhavam por 2-0, com dois golos de Soares - o segundo candidato a golo da jornada - , tudo se tornou mais fácil porque bastava deixar o Chaves ter a bola e apanhá-lo pelas costas, por assim dizer. Foi isso que os dragões fizeram.

Sérgio Conceição tinha avisado que ia haver mudanças no onze porque, percebe-se, é preciso gerir o plantel numa altura em que há jogos importantes e em que há mais alternativas. Brahimi (a precisar mesmo de descanso) e Ricardo Pereira ficaram no banco e Maxi e Otávio foram titulares num 4x4x2 a fugir para o 4x3x3 porque Otávio tinha liberdade, partindo do meio, para aparecer onde quisesse ou quase.

Já o Chaves tem o seu 4x3x3 de bola redonda muito trabalhado, com Matheus Pereira à direita do ataque a ser o jogador-alvo da equipa e, consequentemente, do adversário. Ataque sempre apoiado, bola pelo chão, construção segundo os melhores cânones, mas sempre muito macia e a defesa nem sempre protegida (sofre muitos golos). Ontem foram quatro e Soares e Waris ainda atiraram duas bolas ao poste na segunda parte.

Sérgio Conceição conseguiu uma coisa importante: na falta de Danilo e André André arranjou boas soluções de forma que a equipa aparecesse muito forte na zona central. É interessante a solução neste caso com três jogadores (Herrera, Sérgio Oliveira e Otávio, depois Óliver) e qualquer deles pode ser 6, 8 ou 10 em cada momento, conforme der mais jeito. Foi assim que Sérgio Oliveira pôde aparecer a fazer o quarto golo, magnífico, matando no peito e chutando sem deixar cair a bola a passe de Herrera. Este tipo de jogo dá uma dinâmica forte pelo centro porque estes jogadores o permitem. Com Danilo é diferente, com Brahimi também. Ontem resultou muito bem.

Foi muito por aí que a equipa ganhou o jogo desde cedo. Soares marcou ainda no primeiro quarto de hora, a passe de Sérgio Oliveira. O árbitro, que teve sempre um critério largo, ainda ouviu a opinião do videoárbitro sobre uma possível falta de Otávio no início da jogada, mas acabou tudo em golo. Soares tinha marcado de cabeça ao Sporting na quarta-feira, ontem começou com o pé esquerdo e logo a seguir foi de pé direito, num cruzamento a meia altura de Maxi e sem deixar cair a bola. Grande finalização do brasileiro!

Com o 2-0 tudo ficou muito encaminhado porque o Chaves não mostrava capacidade para se opor. Entre os dois golos, Matheus Pereira teve a melhor jogada do encontro para o Chaves, num contra-ataque a solo que terminou com um tiro de fora da área para enorme defesa de José Sá. Uma defesa que pode ter mudado a história do jogo, porque se tem conseguido o empate tudo podia ser diferente. Mas Sá mostrou já com o Braga que pode valer pontos apesar do peso de Casillas no banco.

Marega marcou o terceiro no início do segundo tempo, com sorte, numa altura em que não está no seu melhor, acentuando o lado trapalhão, mas continua a ser útil. E a segunda parte decorreu sob controlo portista, conseguindo uma vitória robusta antes do jogo da Liga dos Campeões. Mas o Liverpool é outra coisa.

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