Rui Alves e Nacional recorrem à FPF para repetir eleições

Candidato à presidência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), cuja lista foi rejeitada, e emblema insular apresentaram dois recursos na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), com o objetivo de repetir o ato eleitoral.

Uma fonte da candidatura explicou à agência Lusa que o primeiro recurso foi "oficialmente entregue às 16:00 de segunda-feira ao Conselho de Justiça" da FPF, seguiu em nome de Rui Alves e tem como objetivo a repetição das eleições para a presidência da LPFP.

O presidente do organismo, Mário Figueiredo, foi eleito a 11 de junho depois de a sua lista, a lista D, ter sido a única aceite a votação. Dois dias antes, a Mesa da Assembleia Geral (AG) da LPFP rejeitou as candidaturas de Fernando Seara e do ex-presidente do Nacional Rui Alves.

Em relação à lista B, o argumento para a rejeição decorreu da não apresentação de candidatura à Comissão Disciplinar e à Comissão Arbitral, acrescendo o facto de, à data do termo do prazo de apresentação de formalização, Rui Alves estar registado, na Conservatória do Registo Comercial, como presidente da SAD do Nacional.

A mesma fonte da candidatura de Rui Alves acrescentou que também o Nacional apresentou hoje recurso na FPF por causa do afastamento da lista B.

"O recurso, dirigido ao Conselho de Justiça da FPF, pede a anulação desta decisão, e a repetição do ato eleitoral, com a participação da lista de Rui Alves", indicou a fonte.

Por outro lado, o recurso do Nacional "pede ainda a exclusão da candidatura encabeçada por Mário Figueiredo, devido a irregularidades registadas no processo de candidatura, nomeadamente nas subscrições apresentadas".

O recurso tem como apoio um parecer elaborado pelo professor de direito desportivo José Manuel Meirim.

O Nacional foi um dos clubes subscritores da candidatura de Rui Alves à presidência da LPFP, juntamente com Beira-Mar, Sporting da Covilhã, União da Madeira e Vitória de Setúbal.

Na sequência da decisão da AG da LPFP de não aceitar a votos a sua lista, o ex-presidente do Nacional considerou a decisão como uma "golpada" e anunciou que vai apresentar uma providência cautelar para suspender o ato eleitoral até "ser reposta a legalidade".

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