Presidente da Liga abandona reunião da FPF

Mário Figueiredo diz que não aceita "agendas escondidas" e que foi para o encontro para discutir o Totonegócio e não o alargamento.

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Mário Figueiredo, abandonou esta quinta-feira a reunião com o seu homólogo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, por não aceitar "agendas escondidas".

O responsável, igualmente vice-presidente da federação por inerência, falava à entrada das instalações da FPF e salientou que apenas vinha preparado para abordar a situação do Totonegócio e que foi surpreendido com a possibilidade de discutir e votar o alargamento do quadro competitivo no futebol profissional.

"Esta agenda não faz parte da ordem dos trabalhos. Em reuniões não pode haver agendas escondidas. O senhor presidente da Liga vem com prazer reunir com o presidente da FPF quando for discutir a matéria relacionada com o contrato entre a Liga e a FPF. Não aceitamos vir para uma reunião com uma agenda escondida. Quando chegamos a uma reunião temos de saber o que vamos discutir", disse Mário Figueiredo.

O dirigente admite que a aprovação da alteração competitiva, onde os clubes não descem de divisão, pode sofrer alterações e regressar ao modelo que idealizou: a liguilha.

"O alargamento só precisa de ser aprovado até ao início da próxima época desportiva. Nada impede, que aquilo que no meu entender foi um erro se ter rejeitado a liguilha e se ter aprovado aquela medida que não desce ninguém, possa ser alterado. A FPF pode dizer que não aceita este modelo e solicitar que se coloque em cima da mesa um outro que salve a integridade das competições", sustentou.

Segundo Mário Figueiredo, a FPF já notificou a Liga para a negociação do novo contrato competitivo.

"A Liga já respondeu a pedir a marcação de reuniões e dando nota da necessidade de fazer o contrato. Há que dar conta que o alargamento foi decidido em dezembro pelo senhor presidente da FPF. Este contempla uma norma que diz que o alargamento da II Liga só entra em vigor quando o contrato entre a FPF e a Liga for efetuado. Não podemos estar num lado e pensar de uma maneira e quando estamos noutro pensar de outra forma", concluiu.

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