"Maioria dos clubes da Liga têm salários em atraso"

Joaquim Evangelista crê que as receitas dos clubes deveriam ser suficientes para "pagar adequadamente" aos jogadores e volta a insistir que há atletas que são vítimas de "práticas ilegais".

Os salários em atraso são há muito uma realidade na maioria dos clubes da I e II Ligas. Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), voltou a alertar os clubes profissionais para a necessidade de adotar "uma disciplina financeira" que regularize estas situações.

"As receitas dos clubes permitem pagar adequadamente aos jogadores", considerou Joaquim Evangelista, à margem de uma cerimónia de entrega de um cheque-formação a Fábio Faria, ex-jogador do Benfica, forçado a abandonar o futebol aos 23 anos, devido a problemas cardíacos.

"É do domínio público que um dos problemas que afeta mais os jogadores é o incumprimento salarial. Estes episódios têm sido recorrentes. O Sindicato tem feito um esforço para não divulgar publicamente esses casos, mas têm afetado a maioria dos clubes da I e II Ligas. Este ano as dificuldades mantêm-se e temos atuado", relatou Evangelista.

O presidente do SJPF criticou, ainda, as "práticas ilegais" promovidas por vários clubes, considera o próprio, casos de "jogadores que são dispensados ou que treinam à parte".

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