Jorge Gabriel diz ter "quota parte" no sucesso do Arouca

O apresentador de televisão Jorge Gabriel considera que tem uma "quota-parte singela e humilde" no sucesso do Arouca, equipa que orientou em 2007/2008 e que na próxima época vai disputar a principal liga do futebol português.

"Creio que, sem exagero - porque também alguns meios de comunicação chegam a todo o mundo -- que o nome do Arouca chegou a todo o mundo por meu intermédio e foi aí também que o clube se tornou mais conhecido, não só à escala nacional como também à escala internacional", afirmou Jorge Gabriel à agência Lusa.

O antigo treinador, que ingressou no clube em 2006/2007 como adjunto de Rui Correia, acredita que o facto de ser uma figura conhecida contribuiu para algum mediatismo do Arouca.

"Muitos dos arouquenses emigrados passaram a ter notícias do Arouca porque eu estava lá e porque os órgãos de comunicação social achavam muito curioso que um apresentador de televisão fosse treinador de futebol", disse.

Jorge Gabriel, que em 2007/2008 assumiu o cargo de treinador principal da equipa, que então disputava a série C da III divisão, mostra-se satisfeito por o Arouca ter conseguido crescer e evidenciar-se.

"Depois, o clube cresceu e foi conseguindo, através do mérito desportivo, ser reconhecido por si e muito menos por mim, que é o que deve ser. É pelos resultados e menos por uma ou outra pessoa", afirmou o antigo treinador, que deixou a equipa ainda durante a época de 2007/2008 devido a incompatibilidades profissionais.

O antigo treinador classifica a subida da equipa à liga principal, selada no passado fim de semana, como "um feito fantástico de um grupo de pessoas que ao longo destes anos foi acreditando que era possível ganhar, jogando bem, ganhar com mérito e ir escalando todas as divisões a ponto de conseguir atingir a primeira liga".

Jorge Gabriel considera ainda que "como em tudo na vida há alguma sorte" na ascensão da equipa -- que em quatro épocas subiu da II divisão à I Liga -- mas destaca o mérito de alguns profissionais.

"Não se pode ignorar o mérito dos profissionais que trabalharam ao serviço do Arouca durante todos estes anos e que levaram o Arouca à primeira divisão", disse, destacando o trabalho dos "jogadores, dos treinadores" e o papel da "população, que sempre apoiou inequivocamente a equipa, mesmo quando perdia".

Jorge Gabriel, cuja experiencia como treinador se resume às duas épocas que esteve no Arouca, colocou, por agora, o futebol "na gaveta", por falta de tempo.

"É um vício latente, mas que consigo tranquilamente guardar numa gaveta. Não posso dizer que não voltarei ao futebol, mas acho muito improvável", diz o antigo treinador que, por agora está "sossegadinho em casa a ver os jogos de futebol e a fazer as suas apreciações futebolísticas junto da família e dos amigos".

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