João Loureiro condenado a dois anos de prisão

O antigo presidente do Boavista João Loureiro foi hoje, segunda-feira, condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa por cinco anos, e ao pagamento de prestações fiscais que o clube ficou em dívida ao Estado.

O crime de abuso de confiança fiscal também lesou o antigo administrador da área financeira, Vítor Borges, condenado a um ano e nove meses de prisão, com pena suspensa por iguais cinco anos, e também ao pagamento do montante ainda em dívida, quantia que falta apurar. No Tribunal de São João Novo, no Porto, Carlos Pisarro, que era o terceiro arguido, foi ilibado por não ter participado, nem ter tido conhecimento das decisões de não entregar as verbas em falta ao fisco.

A SAD do Boavista, quarta e última arguida, foi sancionada com 450 dias de multa, à taxa de 10 euros, perfazendo um total de 4500 euros. Os arguidos eram acusados de lesar o fisco em 3,4 milhões de euros, porque não efetuaram a entrega atempada de dinheiros do Boavista relativos a IRC, IRS e imposto de selo entre 2001 e 2004.

O montante mais elevado atinge cerca 2,5 milhões de euros a IRS dos salários de futebolistas e funcionários pagos entre fevereiro de 2003 e fevereiro de 2004, imposto esse que foi retido pela SAD boavisteira, mas não entregue ao Estado no prazo legal. Além do abuso de confiança fiscal, os arguidos eram ainda acusados de fraude.

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