Craques entram em campo contra a fome

Personalidades do futebol, da televisão e da rádio, da moda, da música e mesmo da política vão jogar "Juntos pela Caritas contra a Fome", sábado, em Amarante

O Estádio Municipal de Amarante vai ser, de novo, palco do "Jogo Solidário", uma iniciativa promovida pela autarquia local e pela Cáritas Diocesana do Porto, agendada para as 16 horas deste sábado, dia 27 de dezembro.

Sob o lema "Jogamos Juntos pela Cáritas", o convívio juntará vários profissionais do futebol, desportistas em geral, figuras públicas e profissionais da televisão e rádio. O objetivo passa por angariar alimentos para auxiliar famílias carenciadas.

A organização deste encontro está a cargo do jornalista Manuel Fernandes Silva, da RTP, do ex-futebolista Renato Queirós e de Paulo Gonçalves, diretor da Cáritas Porto. A entrada para este jogo terá um valor simbólico: 2 quilos de alimentos. No ano passado foram angariadas três toneladas.

Nomes como Costinha, Nelson, Pedro Mendes, Paulo Alves, Rui Barros, Tulipa, Paulo Machado, Manuel Cajuda, Manuel José, Miguel Leal, Paulo Fonseca, Rui Quinta ou Rui Vitória são alguns dos profissionais de futebol com presença marcada neste Jogo Solidário, que contará também com figuras da comunicação social como Carlos Daniel (RTP), Álvaro Costa (Antena 3) ou João Ricardo Pateiro (TSF), os criadores de moda Hugo Costa e Luis Onofre, ou os manequins Ruben Rua, Jonathan e Kevin, entre outros.

Em Amarante, este sábado, a bola vai correr por uma boa causa.

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Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.