FPF congratula-se com período de transição da propriedade dos passes

Federação agurada desenvolvimentos de processos como o Totonegócio e o Boavista.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) considera uma vitória a cedência de um período de transição pela UEFA sobre a propriedade de passes por terceiros, enquanto aguarda desenvolvimentos de processos como o Totonegócio e do Boavista.

"A UEFA não proibiu, a UEFA tomou a decisão, no Comité Executivo, de aprofundar o estudo da matéria, tendo em vista a proibição, estabelecendo que, a haver alguma regulamentação que elimine ou reduza essa possibilidade, terá um período de transição de três a quatro anos. Portanto, poderemos dizer que essa posição da UEFA já se traduziu numa vitória da FPF", disse o presidente da FPF.

Em entrevista à agência Lusa, Fernando Gomes reconheceu que a proibição da partilha de direitos económicos de jogadores terá "um impacto extremamente negativo no futebol português" e que, sem deixar de respeitar e atender às premissas emanadas pelo Comité Executivo, a FPF tem manifestado essa preocupação.

Prometendo "defender dentro das possibilidades e no limite de competências o futebol português", Fernando Gomes admitiu que o início deste processo possa ter tido influência ou pressão da Inglaterra, mas vincou que a questão está agora "alicerçada numa vontade do próprio presidente da UEFA".

O presidente da FPF recordou ainda que o organismo "tem provisões para acautelar responsabilidades, que ainda não são efetivas, mas são pontuais, de casos concretos como o 'caso Queiroz', que já está resolvido, mas também os processos do Gil Vicente, do Boavista, da Olympic-Ricoexpor, que estão pendentes".

"Os dois recursos do Boavista julgados em 04 de junho de 2008, que foram indeferidos pelo Conselho de Justiça (CJ) da FPF e que o tribunal administrativo julgou no sentido de que essa reunião não tinha existido. Transitando essa decisão em julgado, apesar de a FPF ainda não ter sido notificada, a partir desse momento nada mais nos cumpre a remeter esse processo ao CJ, a quem caberá analisar toda a documentação vertida no processo", sublinhou Gomes, reiterando que o atual CJ desconhece o processo.

Após um ano de mandato, a direção liderada por Fernando Gomes encetou a reformulação dos quadros competitivos, como é o caso do desaparecimento da III Divisão, que será disputada em oito séries de 10 clubes cada, e as alterações dos campeonatos de juniores, juvenis e de futsal.

Questionado sobre a possibilidade de ter de voltar a deliberar sobre o alargamento da I Liga, Fernando Gomes frisou "não ter medo de tomar decisões, perante situações concretas e não perante cenários".

O presidente federativo remeteu também um comentário sobre a viabilidade de manter a profissionalização da II Liga para depois da publicação da portaria sobre as competições profissionais, aprovado recentemente no Conselho Nacional do Desporto.

Antevendo "dificuldades acrescidas em função da crise evidente em duas áreas fundamentais de atividade da FPF, ao nível da 'sponsorização' e dos direitos televisivos", Fernando Gomes encetou uma reestruturação dos quadros federativos, que foram reduzidos em cerca de 15 por cento, com uma poupança estimada de cerca de 400 mil euros por ano.

Fernando Gomes cumpre na segunda-feira um ano à frente da FPF, depois de ter vencido as eleições para o organismo uma semana antes, num ato eleitoral em que derrotou o presidente da Câmara Municipal de Tondela, Carlos Marta, por 10 votos (46-36).

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