Selecção do Togo deve deixar Angola em avião presidencial

Após uma sucessão de informações contraditórias, parece certo que a selecção do Togo não vai participar na CAN (Taça das Nações Africanas). Os togoleses estão prestes abandonar o enclave de Cabinda (Angola), aguardando apenas a chegada de um avião presidencial para deixarem o território.

"A delegação togolesa é esperada ainda hoje em Lomé (capital do Togo)", disse o primeiro-ministro do país africano, Gilbert Fossoun Houngbo, confirmando o abandono da CAN. "Somos obrigados a partir. Estamos apenas a espera do avião do presidente togolês. Podemos partir a qualquer momento", explicou Tomas Dossevi, jogador do Nantes, aos jornalistas presentes no hotel da selecção.

O futebolista afirmou ainda que Cabinda, sede do grupo B da CAN, não é um território seguro: "Este não é um bom sítio para jogar e temo pelos outros jogadores que vão ficar". As declarações de Dossevi, a confirmar o abandono de Angola, ocorrem após o mesmo jogador ter afirmado que a selecção iria disputar a competição. A intransigência do governo de Lomé acabou por levar a melhor a equipa deixa assim a competição, no mesmo dia do jogo inaugural (Angola-Mali, às 19.00 de Portugal, em Luanda).

O abandono da  selecção do Togo acontece depois de esta ter sido alvo de um atentado sexta-feira em Cabinda, quando os veículos em que se fazia transportar foram atacados, a tiros de metralhadora, por guerrilheiros da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda. O ataque causou a morte ao condutor do autocarro, de origem angolana, e a dois membros da delegação togolesa, tendo outros seis ficado feridos -  entre os quais o guarda-redes suplente da equipa, Kodjovi Kadja Obilale, que está internado em estado grave na África do Sul.

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