Scolari chama psicóloga para travar choro dos jogadores

Depois de ter visto vários jogadores serem tomados pela emoção no final do encontro frente ao Chile, Scolari decidiu chamar a psicóloga Regina Brandão, com quem já tinha trabalhado nos tempos da seleção portuguesa.

Após ter visto os seus jogadores serem criticados por terem chorado durante o dramático desempate por grandes penalidades frente ao Chile, a equipa técnica do Brasil, liderada por Luiz Filipe Scolari, recorreu aos serviços de Regina Brandão, que integra desde terça-feira a comitiva brasileira.

Em declarações à imprensa brasileira, a psicóloga refutou as críticas que os jogadores brasileiros têm sofrido nos últimos dias: "Acho muito anti-ético as pessoas falarem na seleção sem saber das informações dos jogadores e do que é feito com a equipa", atirou Regina Brandão, que já trabalhou com Scolari nos tempos em que o treinador liderava a seleção portuguesa.

E a verdade é que a aparente fraca capacidade dos jogadores "canarinhos" em controlar as emoções tem merecido fortes críticas por parte dos brasileiros. O antigo internacional Careca, que representou o Brasil nos Mundiais de 86 e 90, aponta a falta de liderança como motivo para o choro dos atletas:

"Nós tivemos sempre um líder dentro de campo, que se precisar de mandar o colega ir tomar banho, manda, mas no bom sentido. Neste grupo não existe isso", referiu, aludindo ao facto do capitão Tiago Silva ter sido um dos jogadores que mostrou maior emoção no decorrer do jogo que opôs Brasil a Chile.

Acresce assim mais um problema para Scolari, que sexta-feira defronta a Colômbia, "equipa sensação" da prova, para os quartos de final do Mundial.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.