Real Madrid decreta a lei do silêncio

Mourinho consegue posição de força do clube para protestar contra os árbitros. Capitães merengues recriminaram Ronaldo, Pepe e Higuaín

O Real Madrid decretou a lei do silêncio como forma de protesto contra as últimas arbitragens dos seus jogos, nomeadamente a de Paredas Romero, na quarta-feira com o Villarreal, que expulsou Mourinho, Rui Faria, Özil e Sergio Ramos.

A primeira consequência deste black-out foi o cancelamento da conferência de imprensa desta sexta-feira, que serviria para José Mourinho fazer a antevisão do jogo deste sábado com a Real Sociedad, no Estádio Santiago Bernabéu.

Oficialmente, os merengues justificam o silêncio como sendo uma forma de não aquecer ainda mais o ambiente em torno das questões da arbitragem. No entanto, o objetivo de Mourinho será fazer com que o clube demonstre publicamente o descontentamento pelo trabalho de Paradas Romero no jogo com o Villarreal.

O único dirigente que, até ao momento, falou em nome da equipa foi o diretor para o futebol do Real Madrid, Miguel Pardeza, que expressou "a indignação e preplexidade do madridismo" em relação ao que se passou em Villarreal. "Expulsa-se do banco elementos do nosso corpo técnico por aplaudir, quando muitos desses aplausos eram para animar os jogadores. Preocupa-nos essa disparidade de critérios", acrescentou Pardeza.

Entretanto, o jornal Marca revela na edição desta sexta-feira que os capitães do Real Madrid recriminaram Cristiano Ronaldo, Pepe e Higuaín pelos seus comportamentos no túnel de acesso ao balneário no estádio do Villarreal.

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