Quando a política vai a jogo: os jogos proibidos do futebol

Espanha contra Gibraltar, Rússia vs. Geórgia ou Israel a jogar na Ásia original: é algo que não se vê. Quando a rivalidade entra em campo, UEFA e FIFA param o jogo. Mas há exceções.

Do futebol já nasceu uma guerra - e muitos conflitos já se estenderam ao relvado. O desporto-rei é terra fértil para nacionalismos: o caso da bandeira do Sérvia-Albânia só veio comprová-lo. Porém, FIFA e UEFA vão fazendo o que podem para evitar que rivalidades políticas, étnicas ou religiosas cheguem ao relvado: à conta disso, há três jogos proibidos no calendário europeu de seleções - Espanha-Gibraltar, Rússia-Geórgia e Arménia-Azerbaijão.

Os incidentes do Sérvia-Albânia continuam a dar que falar - jogadores de ambas as equipas e adeptos da casa envolveram-se em confrontos após um drone sobrevoar o relvado com uma bandeira da "Grande Albânia". Ontem soube-se que Ivan Bogdanov, ator principal dos graves desacatos provocados por hooligans sérvios numa visita a Itália, em 2010 (que levaram à suspensão do jogo e derrota administrativa da equipa balcânica), também participou na invasão de campo, na terça-feira. E a federação albanesa pediu uma investigação "completa e independente" aos factos ocorridos, sublinhando que os seus atletas "foram alvo do lançamento de um pedaço de betão, pedras, moedas e isqueiros", antes e durante o jogo.

A violência dos confrontos surpreendeu a Europa. E fez com que logo se levantasse um coro a pedir a proibição da realização de jogos entre sérvios e albaneses em fases de qualificação futuras. Não seria um cenário inédito: é algo que a UEFA já acautelou em três outras situações controversas.

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