Polícia dispersa manifestação junto ao Estádio do Maracanã

A polícia brasileira utilizou gás lacrimogéneo para dispersar cerca de 300 pessoas que se manifestam contra o Campeonato do Mundo junto ao Estádio do Maracanã onde se vai disputar a final do mundial.

De acordo com a AFP, os manifestantes protestam no Rio de Janeiro contra o dinheiro usado na organização da Copa do Mundo em detrimento da falta de investimento nos setores da Educação e da Saúde.

A carga da polícia registou-se na altura em que os manifestantes tentavam romper o cordão de segurança junto ao estádio de futebol.

Pelo menos uma pessoa foi detida hoje, somando-se à detenção, no sábado, de 19 pessoas que foram acusadas de "atos de vandalismo", em manifestações de protesto pela situação social no Brasil.

Na manifestação perto do Estádio onde vai decorrer a final entre as seleções da Alemanha e da Argentina, há cartazes com as inscrições: "Libertem os prisioneiros, ditadura nunca mais" e "Podem chamar-me Neymar e tratar-me da minha saúde", em referência ao jogador de futebol lesionado durante os jogos do campeonato.

"A Copa está a chegar ao fim mas os problemas vão continuar", disse à AFP Erin Morais, um manifestante que vestia um disfarce de Batman, antes da carga da polícia.

"O motivo principal porque estamos aqui é porque precisamos de melhorar os nossos serviços públicos, as debilidades do nosso sistema de educação, de saúde e de segurança", acrescentou o manifestante.

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