Neymar: "Podia estar numa cadeira de rodas"

Avançado brasileiro garante que perdoou Zúñiga, mas não evitou algumas lágrimas em conferência de imprensa. Neymar assume que não poderia travar a Alemanha e fica a torcer por Mascherano e Messi.

Neymar garante que não guarda rancor ao colombiano Zúñiga, que o afastou dos jogos decisivos do Mundial 2014, cuja Taça gostaria de ver levantada pelo argentino Lionel Messi.

"Não sinto ódio, não sinto nada. Ele até me ligou no dia seguinte, dizendo que não me queria lesionar. Não lhe tenho rancor. Desejo-lhe que tenha êxito na carreira", garantiu.

No encontro dos quartos-de-final do Mundial 2014, Zúñiga teve uma entrada dura sobre Neymar, fraturando-lhe uma vértebra.

O brasileiro, emocionado, recordou a jogada e disse que se a joelhada tem sido "dois centímetros para dentro, podia estar numa cadeira de rodas".

Sobre a jogada, Neymar não sabe se foi propositada, embora diga que "não é uma entrada normal, de uma situação de jogo", referindo que de costas não se pode defender.

Sobre a final do Mundial 2014, Neymar disse que apoiará a Argentina, histórico rival do Brasil, e em especial os seus companheiros no Barcelona Lionel Messi e Javier Mascherano.

"Alemanha e Argentina mereceram muito chegar à final, desejo sorte a ambas as equipas, mas espero que vençam os meus companheiros, Messi e Mascherano", disse.

De acordo com Neymar, "Messi, pela história que tem, de ter conquistado muitas coisas, merece ser campeão".

"Queríamos chegar à final. Falhámos, deixámos a desejar, sabemos que não fizemos uma boa campanha, não jogámos o melhor futebol, fizemos um futebol regular, por isso chegámos às meias-finais. Não foi um futebol de seleção brasileira, que é superior e que encanta todos", admitiu.

Depois de ter falhado as meias-finais, devido a lesão, Neymar voltou a estar junto dos restantes jogadores do "escrete", dois dias depois da histórica goleada sofrida frente à Alemanha (7-1).

"Não é por causa de uma derrota histórica que temos de baixar a cabeça. O desporto é assim", disse Neymar, em conferência de imprensa, na qual apoiou os companheiros de equipa, pedindo-lhes para encararem o jogo de atribuição do terceiro lugar frente à Holanda "como uma final" para "terminarem a Copa a sorrir".

Neymar garante que não tem vergonha de pertencer a esta equipa e que se tivesse estado em campo em Belo Horizonte na terça-feira não teria mudado nada.

"Já passei por isso, sei o que é conviver com um apagão dentro do campo, não consegues acertar um passe. Não é por culpa de uma derrota, por perder um título, que todos os jogadores são maus. Aconteceu, mas é inexplicável, não há nada para dizer, faz parte do futebol", referiu.

O avançado, de 22 anos, disse que voltou para "terminar junto dos companheiros" o Mundial2014, apesar da lesão sofrida no encontro com a Colômbia, nos quartos de final, após uma entrada dura de Camilo Zuñiga, que lhe fraturou uma vértebra.

A viver "a pior semana" da sua vida, Neymar diz que "pelo menos" pode andar.

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