Moçambicanos apanhados desprevenidos com qualificação

Os moçambicanos foram hoje apanhados "desprevenidos" pela qualificação da selecção de futebol para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2010, devido ao cepticismo quanto às hipóteses de vitória frente ao "colosso" Tunísia, de Humberto Coelho.

O historial de derrotas e empates frente às equipas mais fortes fez com que poucos moçambicanos acreditassem que os "mambas"podiam ganhar à Tunísia no jogo realizado hoje no Estádio da Machava, (ex-Oliveira Salazar), que não esteve lotado.

Mas foi o que aconteceu. O combinado moçambicano venceu por 1-0, apurando-se para o CAN como terceiro classificado do Grupo B, com sete pontos, para a desilusão da Tunísia, que falhou a qualificação para o Mundial de Futebol, ao ficar em segundo lugar, com 11 pontos.

A Nigéria acabou apurada no Grupo B, com 12 pontos, após vencer 3-2 em Nairobi, no Quénia, último do grupo com três pontos.

Após o apito final, deu-se uma explosão de alegria, com gritos e buzinadelas nas imediações do campo.

O vermelho, a cor das camisolas dos "mambas", impôs-se no ambiente que se viveu no estádio e no congestionamento gerado nos acessos ao campo.

A euforia que se viveu hoje foi de longe superada pela das anteriores qualificações de Moçambique ao CAN (1986, 2006 e 2008), em que a confiança da equipa era maior, face a adversários menos cotados nessa época.

"Havia muita descrença desta vez, porque Moçambique ia defrontar uma grande selecção. Para não sofrerem no Estádio da Machava, as pessoas preferiram usar o sábado para os afazeres de casa com a família. Mas enganámo-nos todos e fomos surpreendidos com a vitória dos 'mambas'", disse à Lusa Francisco Carmona, chefe de redacção do Savana, que preferiu ver o jogo pela televisão, numa esplanada nos arredores de Maputo.

Atónito também ficou o treinador português Humberto Coelho, com a derrota da sua selecção, que vinha a Maputo "para ganhar", apesar de nunca se ter cansado de referir que ia "defrontar uma boa equipa, solidária e que sabe o que fazer com a bola".

No final da partida, Humberto Coelho não quis falar aos jornalistas, limitando-se a cumprimentar um a um os jogadores tunisinos.

Apesar da euforia no campo, os moçambicanos não comemoraram a qualificação para o CAN nas ruas, com o fim da tarde da capital moçambicana a ser igual a qualquer outro, sem bandeiras, buzinadelas ou festejos em Maputo.

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