Mataram 'Joao' Mourinho. Como o Chelsea inspirou um policial

Morte do carismático treinador português do London City é premissa do primeiro romance futebolístico de Philip Kerr, escritor de policiais britânico. Outros já estão na forja.

O treinador português de um clube de futebol londrino, propriedade de um oligarca da Europa de Leste, apareceu morto no estádio. Calma: isto é só ficção. Mas, sim, são José Mourinho, Roman Abramovich e o Chelsea que servem de inspiração para January Window (Mercado de Inverno, numa tradução livre), o novo policial de Philip Kerr, autor de culto deste género literário.

Joao Zarco é o carismático técnico português do London City (de que é proprietário o oligarca ucraniano Viktor Sokolnikov): personagem glamorosa, que veio afrontar tudo e todos - jogadores, treinadores, árbitros e imprensa - no futebol inglês, até acabar assassinado, no estádio do clube, depois de um jogo. O crime é a premissa da obra de Philip Kerr (não editada em Portugal). E a figura principal é Scott Manson, o treinador adjunto encarregado de uma dupla função: suceder a João Zarco no comando da equipa e descobrir o assassino.

As parecenças entre Mourinho e Joao Zarco têm atraído ainda mais atenção mediática para o novo livro do escritor britânico - famoso principalmente pela coleção de policiais passados na Alemanha nazi, em torno da personagem do detetive Bernie Gunther (O Projeto Janus e Se os Mortos não Ressuscitam tiveram edição portuguesa). E esse foi um dos principais temas em debate no BC Negra, festival de literatura policial de Barcelona, em que o escritor esteve nesta semana.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN.

Exclusivos