Liga Europa vai para 'outsiders' Atletí ou Fulham

Prova decide-se em Hamburgo (19.45), entre a equipa de Simão e a revelação inglesa

A 2 de Julho de 2009, quando se iniciou a primeira edição da Liga Europa, ninguém apostaria numa final entre Atlético de Madrid e Fulham. Mas o improvável sucedeu. E hoje, dez meses depois, ingleses e espanhóis lutam pela nova taça europeia, que veio substituir a "velhinha" UEFA (tansmissão televisiva às 19.45, na SIC).

Simão Sabrosa é o ponto de interesse para os adeptos nacionais (ver caixa). O extremo do Atletí pode ser o primeiro português a erguer a taça, desde que o FC Porto a ganhou em 2002/03 (apesar da troca de nome, o troféu da Liga Europa é o mesmo da UEFA). Tiago, o outro luso dos colchoneros, não joga hoje na Arena de Hamburgo, porque não pôde ser inscrito na prova europeia.

Frente a frente vão estar duas equipas que nunca conquistaram as provas que estiveram na origem da Liga Europa. O Atlético, com uma história mais rica, já foi vice- -campeão europeu em 1974 e ganhou a Taça das Taças de 1962, mas nunca tinha ido longe na UEFA ou na Taça das Cidades com Feira. Enquanto isso, o Fulham é virgem em finais europeias. Hoje, de forma inesperada, um deles vai entrar na história da Liga Europa.

O Atlético chega à final depois de ter sido humilhado na Liga dos Campeões (caiu na fase de grupos, após três derrotas - duas com o FC Porto - e três empates) e ter ultrapassado Galatasaray, Sporting, Valência e Liverpool na Liga Europa. Feitas as contas, só ganhou dois jogos em toda a jornada europeia (passou Sporting e Valência graças aos golos fora). Mas o percurso irregular - escurecido pelas falhas defensivas e iluminado pelos golos de Kun Agüero, Diego Forlán, Reyes e Simão - não impediu a chegada a Hamburgo.

Agora, o treinador do Atlético, Quique Flores (ex-Benfica), diz que "não é favorito", pede aos jogadores para "desfrutarem", mas põe-lhes nos ombros o reerguer europeu do clube madrileno: "Temos a responsabilidade de fazer algo grande." A ambição surge de forma ainda mais confiante na voz do presidente Enrique Cerezo e da estrela Kun Aguero. "Ainda não vi a taça, porque vou ter muito tempo para vê-la", diz o dirigente, enquanto o argentino garante que "o Atlético é superior ao Fulham, a nível de história na Europa".

De facto, o currículo europeu do clube inglês é pobre. Antes desta época, os londrinos só tinham estado na Taça UEFA de 2002/03 (após passarem pela Intertoto). A presença na final de hoje é a página mais dourada da história do clube treinado por Roy Hodgson. E só foi conseguida após afastar o detentor do troféu (Shakthar Donetsk), dois emblemas caídos da Champions (Juventus e Wolfsburgo) e o clube que mais sonhava com a chegada ao jogo decisivo (o Hamburgo, que jogaria em casa).

Até aqui, os golos de Bobby Zamora e a criatividade dos médios Zoltán Gera, Danny Murphy e dos extremos Damien Duff e Simon Davies levaram a melhor. Hoje, Zamora e Duff estão em dúvida. Mas isso não tira a fé a Roy Hodgson. "Fizemos muito para chegar à final. Temos de estar confiantes e seguros", aponta o treinador, certo de que será um encontro "de grande qualidade". Afinal, Fulham ou Atletí, um deles fará história.

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