Juiz argentino ordena detenção de três empresários no âmbito do caso de corrupção

Há um pedido de detenção tendo em vista a extradição dos empresários solicitado pela Interpol, admitiu o próprio juiz Marcelo Martinez de Giorgi.

Um juiz argentino ordenou hoje a detenção dos empresários Alejandro Burzaco, Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, investigados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América no âmbito do processo de corrupção na FIFA.

Há um pedido de detenção tendo em vista a extradição dos empresários solicitado pela Interpol, admitiu o próprio juiz Marcelo Martinez de Giorgi, em declarações aos órgãos de comunicação social argentinos.

O magistrado acrescentou que sobre os empresários recaem suspeitas de "integrarem uma associação ilícita destinada a cobrar subornos para a comercialização de marketing e publicidade" nas provas organizadas pela FIFA.

Alejandro Burzaco, de 50 anos, é diretor da empresa responsável pela transmissão televisiva do futebol sul-americano, e Hugo Jinkis, de 70 anos, e o seu filho, Mariano Jinkis, de 40 anos, são os responsáveis da 'Full Play'.

Burzaco, Hugo Jinkis e Mariano Jinkis, que solicitaram já a isenção de prisão enquanto forem analisados os pedidos de extradição, são acusados pela justiça dos Estados Unidos de praticar atos de corrupção através do futebol.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou nove dirigentes ou ex-dirigentes e cinco parceiros da FIFA, acusando-os de conspiração e corrupção nos últimos 24 anos, num caso em que estarão em causa subornos no valor de 151 milhões de dólares (quase 140 milhões de euros).

Entre os acusados estão dois vice-presidentes da FIFA, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jeffrey Webb, das Ilhas Caimão e que é também presidente da CONCACAF (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas), assim como o paraguaio Nicolás Leoz, ex-presidente da Confederação da América do Sul (Conmebol).

Dos restantes dirigentes indiciados fazem parte o brasileiro José María Marín, membro do comité da FIFA para os Jogos Olímpicos Rio2016, o costarriquenho Eduardo Li, Jack Warner, de Trinidad e Tobago, o nicaraguense Júlio Rocha, o venezuelano Rafael Esquivel e Costas Takkas, das Ilhas Caimão.

A FIFA suspendeu provisoriamente 12 pessoas de toda a atividade ligada ao futebol: os nove dirigentes ou ex-dirigentes indiciados e ainda Daryll Warner, filho de Jack Warner, Aaron Davidson e Chuck Blazer, antigo homem forte do futebol dos Estados Unidos, ex-membro do Comité Executivo da FIFA e alegado informador da procuradoria norte-americana, que já esteve suspenso por fraude.

A acusação surge depois de o Ministério da Justiça e a polícia da Suíça terem detido Webb, Li, Rocha, Takkas, Figueredo, Esquivel e Marin na quarta-feira, num hotel de Zurique, a dois dias das eleições para a presidência da FIFA, à qual concorrem o atual presidente, o suíço Joseph Blatter, e Ali bin Al-Hussein, da Jordânia.

Simultaneamente, as autoridades suíças abriram uma investigação à atribuição dos Mundiais de 2018 e 2022 à Rússia e ao Qatar.

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