Scolari chama psicóloga para travar choro dos jogadores

Depois de ter visto vários jogadores serem tomados pela emoção no final do encontro frente ao Chile, Scolari decidiu chamar a psicóloga Regina Brandão, com quem já tinha trabalhado nos tempos da seleção portuguesa.

Após ter visto os seus jogadores serem criticados por terem chorado durante o dramático desempate por grandes penalidades frente ao Chile, a equipa técnica do Brasil, liderada por Luiz Filipe Scolari, recorreu aos serviços de Regina Brandão, que integra desde terça-feira a comitiva brasileira.

Em declarações à imprensa brasileira, a psicóloga refutou as críticas que os jogadores brasileiros têm sofrido nos últimos dias: "Acho muito anti-ético as pessoas falarem na seleção sem saber das informações dos jogadores e do que é feito com a equipa", atirou Regina Brandão, que já trabalhou com Scolari nos tempos em que o treinador liderava a seleção portuguesa.

E a verdade é que a aparente fraca capacidade dos jogadores "canarinhos" em controlar as emoções tem merecido fortes críticas por parte dos brasileiros. O antigo internacional Careca, que representou o Brasil nos Mundiais de 86 e 90, aponta a falta de liderança como motivo para o choro dos atletas:

"Nós tivemos sempre um líder dentro de campo, que se precisar de mandar o colega ir tomar banho, manda, mas no bom sentido. Neste grupo não existe isso", referiu, aludindo ao facto do capitão Tiago Silva ter sido um dos jogadores que mostrou maior emoção no decorrer do jogo que opôs Brasil a Chile.

Acresce assim mais um problema para Scolari, que sexta-feira defronta a Colômbia, "equipa sensação" da prova, para os quartos de final do Mundial.

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