Real Madrid, sem Ronaldo, não "descola" da liderança

A equipa orientada por Carlo Ancelotti venceu este domingo em casa do Getafe, por 3-0, num jogo a contar para a 24.ª jornada da Liga espanhola. Merengues continuam "colados" a Atlético de Madrid e Barcelona na liderança.

O triunfo do Real Madrid em Getafe começou-se adivinhar fácil para a equipa de Cristiano Ronaldo, que cumpriu este domingo o segundo dos três jogos de suspensão na Liga espanhola.

O jovem da cantera Jesé Rodríguez "abriu o livro" ao minuto cinco da partida: entrou na grande área pela esquerda e com o pé direito rematou em direção ao poste mais distante, com a trajectória da bola a "descrever" um pequeno arco.

Ainda antes do intervalo, após assistência de Di Maria, Karim Benzema fez o 2-0, decorria o minuto 27.

Na segunda parte, com o jogo controlado, o Real Madrid ainda chegou ao 3-0. Modric, a passe de Marcelo, rematou de fora de área e fechou o marcador.

Com este resultado, o Real Madrid soma 60 pontos em 24 partidas, empatado com o Atlético de Madrid e o Barcelona, que também venceram os respetivos desafios.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?