"Palavras de Mourinho são uma coisa de crianças"

O selecionador espanhol recusou comentar a acusação do português sobre a alegada manipulação de votos na atribuição do prémio de melhor treinador do mundo.

Vicente del Bosque, selecionador espanhol, considerado o melhor técnico do mundo em 2012 devido à conquista do Europeu 2012 ao serviço da Roja comentou esta quinta-feira as declarações de José Mourinho sobre o suposto desvio de votos na votação conduzida pela FIFA, que levou o espanhol à vitória.

"As palavras de Mourinho são uma coisa de crianças. A 48 horas de um confronto tão importante [com a Finlândia] não vou perder nem um bocado de energia a responder a quem quer que seja. Só penso nesse jogo", atirou o antigo treinador do Real Madrid, atualmente sob o comando técnico do português.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?