Guiné Equatorial debate possibilidade de organizar a CAN

Segundo a Federação de Futebol da Guiné Equatorial, o presidente da CAF vai na sexta-feira reunir-se com o Chefe de Estado do país para discutir a possibilidade da CAN realizar-se na Guiné Equatorial.

O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Ayatou, vai debater, na sexta-feira, com o Chefe de Estado da Guiné Equatorial, Obiang Nguema, a organização da Taça das Nações Africanas (CAN) 2015, depois da retirada de Marrocos.

"Issa Hayatou chega na sexta-feira para propor a Obiang Nguema que seja a Guiné Equatorial a organizar a competição", disse David Monsuy, chefe de imprensa da Federação de futebol deste país que passou a ser, desde de julho de 2014, membro de pleno direito da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).

No entanto, o Ministério dos Desportos da Guiné Equatorial não fez, até ao momento, qualquer comentário sobre a possibilidade do país vir a assumir a organização da CAN2015, depois de o ter feito 2012, em conjunto com o Gabão.

Após ser conhecida a retirada de Marrocos da organização, na terça-feira, o Qatar prontificou-se a dar toda a ajuda que seja solicitada oficialmente para acolher a CAN 2015, programada para se realizar de 17 de janeiro a 8 de fevereiro, assegurou Hamad Ben Khalifa Bem Hamed Al-Thani, presidente da Federação daquele país, ao qual foi atribuída pela FIFA a organização do Mundial 2022.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.