Capitão de Cabo Verde no "onze ideal"

O capitão da seleção de futebol de Cabo Verde, o "central" Fernando Neves ("Nando"), foi escolhido para o "onze ideal" da fase final da 29.ª edição da Taça Africana das Nações (CAN2013), que terminou domingo na África do Sul.

Segundo o jornal sul-africano Mail&Guardian, os "avançados" cabo-verdianos Héldon e Ryan foram também escolhidos, mas para o "banco de suplentes", naquela que seria a seleção ideal da CAN2013, ganha pela Nigéria, que derrotou na final o Burquina Faso por 1-0.

Entre os "eleitos" figura também o nigeriano Elderson, que atua no Sporting de Braga (Portugal).

Nando, 34 anos, atualmente no Chateauroux, da segunda divisão francesa, é o "capitão" dos "Tubarões Azuis" e, após a participação na CAN2013, anunciou que deixará a seleção para dar lugar aos mais novos, embora ainda haja a possibilidade de repensar a decisão.

O pedido nesse sentido foi feito pelo presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca quando condecorou os jogadores presentes na maior competição africana de seleções, para que possa ajudar Cabo Verde nas qualificações para o Mundial de 2014, a disputar no Brasil, e para a CAN2015, a jogar em Marrocos no início desse ano.

Ryan Mendes, jogador que milita no Lille (França), e Héldon, no Marítimo (Portugal), fazem parte dos suplentes.

O "Melhor Onze" do CAN2013 conta com quatro jogadores do Burquina Faso, quatro da Nigéria, um de Cabo Verde, um do Mali e outro do Gana.

Onze ideal da CAN2013:

- Guarda-redes: Dauda (Gana).

- Defesas: Mohammed Kofi (Burquina Faso), Nando (Cabo Verde), Kenneth Omeruo (Nigéria) e Elderson (Nigéria).

- Médios: Charles Kaboré (Burquina Faso), Obi Mikel (Nigéria), Seydou Keita (Mali) e Emmanuel Emenike (Nigéria).

- Avançados: Aristide Bance (Burquina Faso) e Jonathan Pitroipa (Burquina Faso).

Suplentes: Ryan Mendes (Cabo Verde), Héldon (Cabo Verde), Vitor Moses (Nigéria), Siyabonga Sangweni (África do Sul), Kwado Asamoah (Gana), Alain Traoré (Burquina Faso), May Mahlangu (África do Sul), Wakaso Mubarak (Gana), Sofiane Feghouli (Argélia), Adama Tamboura (Mali) e Gervinho (Costa do Marfim).

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.