"Assinatura no fax não é minha", garante Pandev

O avançado da Macedónia voltou a desmentir que tenha votado em Vicente del Bosque e reafirmou a sua preferência por José Mourinho.

A guerra já estava aberta mas a FIFA e Goran Pandev extremaram posições. Depois de o organismo que tutela o futebol mundial ter publicado o fax que alegadamente comprova que o avançado do Nápoles, capitão da seleção da Macedónia, votou em Vicente del Bosque, tendo mentido acerca da escolha de José Mourinho para Bola de Ouro 2012, o futebolista veio dizer que a assinatura não lhe pertence.

"Não quero fazer declarações oficiais, porque esta noite vamos ter de jogar uma partida importante contra a Bélgica. Só posso dizer que a assinatura no fax não é a minha. Mourinho é o meu favorito, todos sabem disso", sublinhou o dianteiro que foi orientado pelo português no Inter de Milão ao portal Calciomercato.

Por isso, Pandev adiantou que a Federação Macedónia de Futebol vai emitir um comunicado para esclarecer toda esta situação ainda durante este sábado.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?