Árbitro do Guiné Equatorial-Tunísia suspenso por seis meses

Polémica arbitragem no jogo dos quartos de final da CAN2015, que os anfitriões venceram

O árbitro Rajindraparsad Seechurn, das Ilhas Maurícias, foi hoje suspenso por seis meses, depois da polémica arbitragem no Guiné Equatorial-Tunísia, dos quartos de final da Taça das Nações Africanas (CAN) de futebol.

A decisão foi tomada pela comissão disciplinar da Confederação Africana de Futebol (CAF), depois de uma exibição de Seechrun muito contestada pelos tunisinos, em especial devido a uma duvidosa grande penalidade, já nos descontos, que levou o encontro para prolongamento.

Além da pena aplicada ao juiz, a CAF puniu ainda a Tunísia com uma multa de 50.000 dólares (cerca de 43,5 mil euros) pelo "comportamento insolente, agressivo e inaceitável dos jogadores e dos responsáveis" da equipa.

A federação tunisina terá ainda de pagar os estragos causados no Estádio de Bata e terá de apresentar, até à meia-noite de quinta-feira, uma carta formal com um pedido de desculpas ou provar as acusações de que teria havido um complô para colocar o país organizador nas meias-finais.

Caso não apresenta esta carta, a Tunísia incorre em mais sanções, que podem levar ao afastamento da equipa da CAN de 2017.

A federação da Guinés Equatorial foi também multada em 5.000 dólares (cerca de 4,3 mil euros) devido a uma invasão de campo.

Ler mais

Premium

robótica

Quando os robôs ajudam a aprender Estudo do Meio e Matemática

Os robôs chegaram aos jardins-de-infância e salas de aula de todo o país. Seja no âmbito do projeto de robótica do Ministério da Educação, da iniciativa das autarquias ou de outros programas, já há dezenas de milhares de crianças a aprender os fundamentos básicos da programação e do pensamento computacional em Portugal.

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...

Premium

João César das Neves

Donos de Portugal

A recente polémica dos salários dos professores revela muito do nosso carácter político e cultural. A OCDE, no habitual "Education at a Glance", apresenta comparações de indicadores escolares, incluindo a remuneração dos docentes. O estudo é reservado, mas a sua base de dados é pública e inclui dados espantosos, que o professor Daniel Bessa resumiu no Expresso de dia 15: "Com um salário que é cerca de 40% do finlandês, 45% do francês, 50% do italiano e 60% do espanhol, o português médio paga de impostos tanto como os cidadãos destes países (a taxas de tributação que, portanto, se aproximam do dobro) para que os salários dos seus professores sejam iguais aos praticados nestes países."