África do Sul não quer organizar a CAN

O ministro sul-africano do Desporto afirmou nesta segunda-feira que o seu país não está disponível para organizar a Taça das Nações Africanas de futebol (CAN2015), caso Marrocos recue.

"Digo-vos categoricamente que não vamos acolher a competição", afirmou o ministro Fikile Mbalula, acrescentando que o país não tem condições económicas paraacolher a prova.

Marrocos, que deveria ser o palco da competição entre 17 de janeiro e 08 de fevereiro de 2015, pediu na semana passada o adiamento da prova com receio de que a recente epidemia de Ébola possa vir a ser disseminada durante o torneio.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) rejeitou o pedido e terá sondado sete países, entre os quais a África do Sul, para receber o evento, que se disputa de dois em dois anos.

A África do Sul, o primeiro país africano a acolher um Mundial de futebol, já recebeu a CAN em duas ocasiões, ambas como segunda escolha: em 1996 depois de o Quénia ter invocado dificuldades económicas, e em 2013 devido à crise política na Líbia.

A Organização Mundial de Saúde informou na sexta-feira que o Ébola matou desde o início do ano 4.500 pessoas entre mais de 9.200 infetados e teme um expressivo aumento do número de infeções, até ao final do ano, na África Ocidental.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.