Dirigente alemão defende boicote nos próximos Mundiais

Christian Seifert, dirigente da Liga Alemã de Futebol, defende que as Federações de futebol europeias deveriam boicotar os Mundiais de 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar, por suspeitas de corrupção.

O diretor-geral da Liga Alemã de Futebol (DFL) defendeu um boicote europeu aos Mundiais de 2018, na Rússia, e 2022, no Qatar, devido às suspeitas de corrupção na atribuição das provas.

"75 por cento dos jogadores de um Mundial têm contrato na Europa e, se a Europa disser 'nós não participamos', isso mudaria tudo", disse Christian Seifert, numa entrevista ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung, hoje publicada.

Para o dirigente, a FIFA até "pode suspender a Alemanha, a Inglaterra, a Itália e a Espanha para os três próximos Mundiais", mas que isso não seria problema, "porque deixaria de haver Mundiais".

Contudo, Seifert não acredita que a Europa consiga falar a uma só voz, o que seria necessário para que esta iniciativa fosse levada a avante.

Na passada semana, a FIFA publicou um resumo do relatório à atribuição dos Mundiais e ilibou o Qatar e a Rússia de corrupção, reafirmando que as competições irão ter lugar nos dois países, apesar das alegações de condutas suspeitas de alguns intervenientes pessoais no processo.

Porém, Michael Garcia, responsável pela investigação, afirmou que a versão do seu relatório tornada pública era "incompleta e errónea".

Mais tarde, a FIFA apresentou uma queixa-crime na procuradoria-geral da Suíça, em Berna, por suspeitas de atos indevidos na atribuição dos Mundiais à Rússia e ao Qatar.

Em nota difundida pelo organismo que supervisiona a modalidade, a queixa foi apresentada em Berna, motivada pelo "Relatório Garcia", que indicia comportamentos indevidos de diversos intervenientes no quadro da atribuição das duas competições.

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