Platini diz que é o candidato "mais capacitado" e quer limpar o nome

Platini diz que o seu trabalho na UEFA é suficiente para comprovar que é o melhor candidato para a FIFA

O francês Michel Platini, presidente da UEFA, um dos sete candidatos à presidência da FIFA e suspenso por 90 dias pelo Comité de Ética, considera ser "o mais capacitado" para dirigir o organismo que rege o futebol mundial.

"Penso ser a pessoa mais capacitada para dirigir a FIFA", referiu o ex-futebolista francês em entrevista publicada hoje pelo jornal britânico Daily Telegraph, acrescentando que lutará "até ao final" para limpar o seu nome.

Platini é um dos pré-candidatos à presidência da FIFA, cujas eleições estão marcadas para 26 de fevereiro, juntamente com Gianni Infantino, Jérôme Champagne, Ali Bin Al Hussein, Salman bin Ebrahim Al Khalifa, Tokyo Sexwale e Musa Bility.

"Mesmo sem poder fazer campanha, sou um dos sete candidatos. O meu registo como presidente da UEFA é muito claro: abrimos a Liga dos Campeões aos países mais pequenos e implementámos o 'fair-play' financeiro, o que reduziu as dívidas dos clubes".

O francês reiterou que se vai defender até ao fim, apesar de acreditar que são muitos os que não querem que se apresente às eleições.

"Tenho a impressão de que não querem um antigo futebolista a presidir à FIFA, nem que o futebol volte para as mãos dos jogadores", justificou.

Na entrevista, Platini diz ainda ser o único candidato com "uma visão de 360 graus" deste desporto.

"Fui jogador, treinador da seleção francesa, diretor do Nancy, organizador do Mundial98 (França) e, no dia de hoje, o presidente da Confederação mais importante (UEFA). Tudo foi conseguido com honestidade", salientou.

Platini, o primeiro candidato a apresentar-se na corrida à FIFA, foi suspenso a 08 de outubro pelo Comité de Ética do organismo, depois de a Procuradoria Suíça lhe imputar suspeitas de gestão desleal e abuso de confiança.

Entre as acusações está o recebimento de dois milhões de francos suíços (1,8 milhões de euros) em "prejuízo da FIFA", naquilo que Platini e Joseph Blatter já vieram dizer ter sido o pagamento num "acordo de cavalheiros" por trabalhos efetuados entre 1999 e 2002.

"Os dois milhões são o equivalente a quatro anos de uma dívida que a FIFA tinha quando eu era conselheiro especial do presidente [Joseph Blatter]", justificou o dirigente francês.

Platini critica a sanção, que diz impedi-lo de lutar por um futebol mais justo: "Entorpece o que de verdade está em jogo nesta eleição: o futuro do futebol mundial".

"Para deixar as coisas claras: Se fiz um trabalho? Sim. Um contrato verbal é legal na Suíça? Sim. Tinha direito a reclamar o dinheiro nove anos depois? Sim. Emiti uma fatura como pediu a FIFA? Sim. Esse dinheiro foi declarado? Sim", assinalou Platini.

O francês esclareceu ainda que a FIFA tinha o direito, cinco anos depois, de não lhe pagar, mas fê-lo porque decidiu respeitar um "acordo que era mais que válido".

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