Pelo Dragão a Liga pode começar quando quiserem

O vice-campeão tem o seu onze tipo preparado. Sérgio Conceição montou uma equipa que gosta de ter bola para jogar. Ainda assim, o adversário foi um fraquinho Portimonense

O FC Porto respira saúde e anima os seus adeptos que, dia após dia, vão começando a acreditar que pode ser esta a época em que jejum de títulos pode terminar.

Para já há boas razões para acreditar. Não há reforços, mas há futebol e jogadores recuperados para a causa portista. Ontem ao golear o Portimonense, que regressa ao convívio dos grandes com muito trabalho por fazer nas quase duas semanas que nos separam do início do campeonato, o FC Porto deu mostras de já ter um onze bem definido em todos os seus setores (ver tática no quadro) com especial incidência, porque são esses que materializam o trabalho do conjunto, para os dois "carros de assalto" que são Soares e Aboubakar. Os dois avançados só precisaram de 11 minutos para assinarem o ponto e dizimarem o último reduto dos algarvios.

Até aos 20 minutos o Estádio do Algarve viu um FC Porto com muita pressa em marcar golos, jogar futebol e lutar pela posse da bola até à exaustão. Noutras equipas, com outros intérpretes menos talentosos, esta era uma imagem de marca de Sérgio Conceição; a reação à perda da bola. De tal forma que o Portimonense nunca conseguiu respirar enquanto o FC Porto não tirou o pé do acelerador. E só soltou um pouco pedal após o golo de Brahimi aos 22 minutos. Até aí o Portimonense foi alvo de atropelamento e fuga sem apelo nem agravo.

A vencer por três a formação de Sérgio Conceição abrandou e foi até ao intervalo que mostrou ainda uma ou outra fragilidade nomeadamente nas compensações aos laterais. E foi assim, numa displicência de Óliver, que surgiu o único golo do Portimonense. O espanhol trocou de posição com Brahimi e depois não ajudou Alex Telles.

Na segunda parte entraram muitos jogadores, porque é preciso dar ritmo e também porque Sérgio Conceição, por certo, já tinha gostado do que tinha visto daqueles que tem, neste momento, como opções prioritárias. Deu para o técnico portista testar Ricardo Pereira como extremo e ainda dar minutos a outros elementos, mas, efetivamente, o que se constatou é que aqueles que sabem melhor do que ninguém que estão fora das primeiras escolhas deram tudo e correram no sentido de inverter as ideias do treinador.

Nestes segundos 45 minutos um alegre Brahimi - tão, tão diferente da época passada - e Hernâni, com uma bela diagonal a solicitar o passe preciso de Herrera, deram uma expressão ao resultado que, bem vistas as coisas, se ajusta.

É verdade que estamos na pré-época, mas é melhor golear o Portimonense do que perder com o Vitória de Guimarães por 3-0, como sucedeu ao Sporting, ou com o Hull City do Championship, o que aconteceu ao Benfica. Ganhar é sempre melhor do que empatar ou do que perder e isso ninguém pode discutir. Por tudo isto, o FC Porto dá sinais repetidos de boa saúde e pelo emblema azul e branco o campeonato pode começar quando entenderem, mesmo descontando que ontem goleou um desorientado Portimonense que precisará de assentar ideias rapidamente.

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