O miúdo Rui Pedro saiu do banco e marcou o golo na baliza da galinha

FC Porto bateu o Sp. Braga só por 1-0, mas desta vez jogou bem e devia ter conseguido o golo mais cedo. Acabou por ser um miúdo de 18 anos a mostrar a serenidade eficaz, já quase no fim do tempo de compensação

Foi um jovem de 18 anos que desbloqueou o FC Porto-Sp. Braga e os zeros sucessivos dos dragões - Rui Pedro, ao quinto dos sete minutos de desconto, a passe de Diogo Jota, com grande tranquilidade, selou uma vitória justíssima mas que parecia negar-se mais uma vez.

É que o FC Porto, que vinha de cinco empates e quatro jogos sem golos, dominou por completo, desperdiçou um penálti e teve uma bola ao poste, mas só mesmo nos descontos fez o golo. Passam os portistas a ficar a quatro pontos de distância do líder Benfica, o treinador Nuno saiu como herói e os adeptos já voltam a pensar no título.

Foi, como se compreende, outra vez uma noite sofrida da equipa portista, que desta vez apresentou duas mudanças: uma foi a troca de laterais esquerdos, com Alex Telles no banco e Layún em campo; a outra foi tática, jogando com Otávio mais como médio-ala esquerdo, com Corona do outro lado, ou seja, desenhando um esquema de 4-4-2 mais definido do que o costume, talvez para se adaptar ao 4-4-2 que José Peseiro recuperou agora da época de Paulo Fonseca.

O FC Porto não começou bem, havia até um vazio pelo meio que os laterais tinham de cobrir às vezes, mas a partir dos 20 minutos começou a carburar e a criar muitas dificuldades ao Sp. Braga, que chegou ao intervalo com a baliza inviolada de forma um tanto milagrosa. Diogo Jota falhou de cabeça em frente à baliza, atirando a bola por cima, Óliver isolado por um mau alívio de Marafona atirou ao lado, Marafona outra vez a tirar o golo a André Silva e aos 35" penálti (e expulsão) de Artur Jorge sobre André Silva. Mas Marafona defendeu o penálti. E, antes de acabar a primeira parte, Danilo acertou de cabeça no ferro e a recarga de Marcano também acabou nas mãos do guarda-redes.

Era preciso ir à bruxa - de resto, alguém tinha colocado no campo uma galinha preta antes de começar o jogo... E, por acaso, foi nessa baliza que acabou por acontecer o golo salvador.
Otávio lesionou-se antes do intervalo e entrou Brahimi, muito saudado pelo povo do Dragão, mas o herói verdadeiro só entraria mais tarde, juntamente com Herrera.

Ou seja, era mesmo quase impossível não marcar, tantas e tão boas as oportunidades. Ia emergindo Marafona, já responsável em grande parte pela vitória nos penáltis na última final da Taça, com defesas impossíveis - às vezes foi mais a bola que bateu nele do que ele defender. Impressionante. Maxi, a um metro, chutou e Marafona defendeu; a seguir Brahimi; antes Brahimi e tudo o resto por aí fora. Há alturas em que a bola não quer entrar e não há nada a fazer, o massacre que se tornou o jogo não dá para ganhar. Mas o FC Porto jogou bem e criou uma enormidade de situações de golos.
Depoitre não esteve no banco, porque o treinador escolheu o jovem Rui Pedro. Uma fé de Nuno, porque para jogar em casa era preciso um cabeceador e a equipa nunca o teve ontem à noite.

Só que foi mesmo Rui Pedro a fazer o golo salvador aos cinco minutos de desconto, isolando-se e passando a bola com grande tranquilidade sobre o guarda-redes que mais ninguém conseguia bater. Uma assistência excelente de Diogo Jota a isolar o miúdo que fez o golo e libertou toda a energia que estava nos adeptos, sempre mais nervosos do que a equipa, diga-se.

O Sp. Braga jogou 55 minutos com dez, mas com 11 fez um remate, com dez o mesmo e na segunda nem se jogava nos 60 metros de que falou Nuno Espírito Santo: só se jogou em 40 metros durante 70 minutos.

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