Sérgio Conceição: "Estamos desiludidos, mas temos de honrar este símbolo"

O treinador do FC Porto assumiu a responsabilidade pela goleada diante do Liverpool e quer uma resposta já no próximo jogo com o Rio Ave

Sérgio Conceição, treinador do FC Porto, era um homem com um semblante muito carregado no final da partida e na flash interview não escondeu "a tristeza e a desilusão" pela goleada sofrida (0-5) diante do Liverpool.

"Agora temos de honrar este símbolo, temos de assumir a responsabilidade do resultado, no qual eu sou o culpado, e queremos dar uma boa resposta já no próximo jogo com o Rio Ave", atirou, lamentando que "nos momentos chave, dainte de uma equipa poderosa" a sua equipa "deitou tudo a perder".

"Entrámos de forma equilibrada no jogo e até ao primeiro golo do Liverpool não tínhamos concedido ocasiões perigosas junto da nossa baliza. Tínhamos o jogo controlado, mas depois oferecemos o primeiro golo ao adversário. A vencer fora, o Liverpool aproveitou aquilo que é o seu ponto forte, pois eles atacam rapidamente a baliza com jogadores muito velozes. E o segundo golo deitou a equipa um bocado a baixo", assumiu, revelando que ao intevalo tirou Otávio "porque esteve muito tempo parado" e pasosu a utilizar "dois avançados para chegar mais à frente, mas em mais uma perda de bola o adversário fez o 3-0 e o jogo acabou".

Sobre as consequências desta derrota, Sérgio Conceição lembrou que esta época a sua equipa "deu uma resposta positiva". "Nesta temporada já mostrámos caráter e personalidade. Ficámos triste e desiludidos com este tipo de resultados, mas temos de olhar para a frente e utilizar este jogo para o nosso grande objetivo, que é o campeonato mas também sem esquecer a Taça de Portugal", sublinhou.

Nesse sentido, diz que esta goleada serve para "tirar ilações", mas deixou uma certeza: "Não belisca o que temos feito até agora em todas as competições e não afeta aquilo que são os objetivos desta época."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?