"Quanto mais nos aproximamos do final mais difíceis os jogos são"

O treinador do FC Porto, Sérgio Conceição, admitiu hoje um jogo complicado na visita de domingo ao Paços de Ferreira, na 26.ª jornada da I Liga de futebol, considerando que o penúltimo lugar não reflete o real valor do adversário.

Em conferência de imprensa, Sérgio Conceição revelou-se preparado para as dificuldades que o adversário vai apresentar ao líder do campeonato e garantiu estar focado apenas na vitória.

"Este é um campo complicado. O Paços de Ferreira é um clube que tem sócios muito apaixonados. As equipas são sempre muito competitivas e criam dificuldades. Ainda por cima estando na situação complicada. Têm um grupo bem organizado e essa posição na tabela não demonstra o real valor enquanto equipa", começou por afirmar o treinador dos 'dragões'.

Sérgio Conceição desvalorizou ainda o facto de os pacenses estarem em posição de descida, afirmando que o FC Porto não olha para a posição dos adversários.

"Preparamo-nos em função do que é a nossa equipa estando, obviamente, atentos ao que é a valia do adversário e dos pontos que achamos importantes, tanto defensivamente como ofensivamente. E sabemos que vamos encontrar dificuldades", sublinhou.

Quando questionado se a possibilidade de ser campeão é, nesta altura, um sonho ou uma obsessão, Sérgio Conceição foi claro.

"O título nesta casa não tem que ser um sonho. Sonho é para as equipas que não estão habituadas a ganhar. Nós estamos. Mas há um longo caminho. Estamos numa situação boa porque estamos em primeiro, mas só isso não chega. É preciso trabalhar da mesma forma, encarar os nove jogos como finais e encarar o próximo jogo como o mais importante. Não vai mudar nada até ao final. Tendo sempre a consciência de que quanto mais se vai aproximando o final os jogos são mais difíceis", referiu.

A polémica que tem envolvido o Benfica, nomeadamente o caso 'e-toupeira', e que levou à detenção de Paulo Gonçalves, assessor jurídico dos 'encarnados', não passou despercebida ao treinador que não quis, no entanto, alargar-se muito no tema.

"A partir do momento que entramos aqui no Olival toda a bicharada fica lá fora, sejam toupeiras, contratos, jogadores que renovam. Não se comenta nada no balneário. A partir do momento em que entramos neste portão falamos só da dinâmica diária. Obviamente que estamos atentos, mas temos pessoas que falam disso, nomeadamente o responsável pela comunicação, que o faz melhor que eu. De futebol falo eu e o presidente", disse.

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