SAD "adquire" metade do Dragão e aumenta capital

A SAD portista aprovou, em assembleia geral, a operação de "compra" de 50% da Euroantas, que detém o Estádio do Dragão, e o aumento do capital social em 37,5 milhões de euros.

A Futebol Clube do Porto - Futebol, SAD aprovou nesta quinta-feira, em assembleia geral, a aquisição de metade da sociedade proprietária do Estádio do Dragão e o aumento do capital social da sociedade desportiva em 37,5 milhões de euros.

No comunicado enviado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), a SAD portista confirma a aquisição de "ações representativas de até 50% do capital social da sociedade EuroAntas - Promoção e Gestão de Empreendimentos Imobiliários, S.A.".

Tratava-se de uma proposta do Conselho de Administração (CA) da SAD, presidida por Pinto da Costa, que foi aprovada por unanimidade, não tendo o acionista Futebol Clube do Porto votado neste ponto da ordem de trabalhos.

Foi também aprovado um aumento do capital social, mas não de forma unânime (mais de 11 mil votos a favor e 100 contra), no montante de 37,5 milhões de euros, "a realizar por entradas em dinheiro através de subscrição particular pelo Futebol Clube do Porto de 7.500.000 ações preferenciais sem voto, escriturais e nominativas", cuja emissão foi também aprovada, segundo a nota.

Para tal, a AG também aprovou a alteração dos estatutos da SAD "no sentido da adoção de uma percentagem máxima de direitos de voto a exercer por cada acionista caso as ações preferenciais sem voto venham a adquirir esse direito no futuro".

A AG da SAD portista aprovou ainda, por unanimidade, a cooptação de Fernando Gomes, ex-presidente da Câmara do Porto, antes deliberada pelo CA, em virtude da renúncia apresentada pelo ex-administrador Angelino Ferreira.

Ainda nesta quinta-feira, a partir das 20.30, os sócios do FC Porto são chamados a decidir, precisamente "o reforço da participação do Futebol Clube do Porto no capital social da Futebol Clube do Porto, Futebol - SAD, mediante a aquisição de novas ações".

Ler mais

Exclusivos

Premium

adoção

Técnicos e juízes receiam ataques pelas suas decisões

É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.