FC Porto vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto

"Liga Salazar", "polvo fascista" e árbitro "mentiroso" são alguns dos termos utilizados pelo diretor de comunicação na reação à decisão do Conselho de Disciplina da FPF em manter castigo ao argelino

O FC Porto não se conforma com a manutenção do castigo que vai impedir Brahimi de ser utilizado este sábado em Chaves e reagiu de forma dura através da sua newsletter Dragões Diários, anunciando que vai recorrer ao Tribunal Arbitral do Desporto.

Num texto assinado pelo diretor de comunicação portista, Francisco J. Marques, o árbitro Tiago Antunes, quarto árbitro que deu indicações para a expulsão de Brahimi em Braga, na jornada 29, é acusado de ser "mentiroso", ao mesmo tempo que os dragões lamentam que o CD da FPF tenha preferido acreditar na versão do árbitro em detrimentos das testemunhas apresentadas pelo FC Porto, mantendo o castigo de dois jogos aplicado ao jogador argelino.

"O recurso em que o FC Porto pedia a despenalização de Brahimi foi rejeitado pelo Conselho de Disciplina da FPF, que, sem imagens que atestassem a veracidade do que alegou Tiago Antunes, quarto árbitro no jogo Braga-FC Porto, optou por dar como certa a versão do árbitro. O que está em causa é muito simples, entre os testemunhos de um ex-capitão da seleção nacional, como é João Pinto, e um médico já com uma longa e idónea carreira, como é Nélson Puga, o Conselho de Disciplina acreditou, ou quis acreditar, na versão do mentiroso Tiago Antunes", lê-se.

"A Liga Salazar lá vai fazendo o seu caminho, cada vez mais longe da verdade desportiva", acrescenta o diretor de comunicação, para quem "a moral desta história é muito simples: se os árbitros já sabiam que podiam não apitar grandes penalidades evidentes, como recentemente aconteceu com Manuel Oliveira e Rui Costa, nos jogos com o Setúbal e o Feirense, sem que penalização alguma lhes aconteça, agora também sabem que podem mentir a seu bel-prazer nos relatórios, desde que não haja imagens".

Os dragões prometem continuar a "combater o polvo fascista".

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.