Brahimi falha Chaves-FC Porto

Os dragões recorreram do castigo imposto ao argelino, mas o Conselho de Disciplina não deu resposta favorável, pelo que Brahimi irá falhar o jogo deste sábado

Brahimi vai falhar a deslocação do FC Porto a Chaves, da 31.ª jornada da I Liga, depois do Conselho de Disciplina (CD) de a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ter rejeitado o recurso apresentado pelos 'dragões'.

De acordo com o Porto Canal, o organismo manteve o castigo de dois jogos imposto ao médio argelino, que, por isso, vai mesmo ser baixa na formação de Nuno Espírito Santo frente ao Desportivo de Chaves.

Brahimi foi expulso no encontro da 29.ª jornada, frente ao Sporting de Braga, por palavras dirigidas ao árbitro, quando já estava sentado no banco, depois de ser substituído, e ficou ausente na ronda seguinte com o Feirense (0-0).

O FC Porto ainda apresentou um recurso junto do CD da FPF para tentar reduzir o castigo para apenas um jogo, pedido esse que foi recusado nesta sexta-feira

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.