FC Porto não tomará qualquer posição pública

Hulk, Sapunaru, Fucile, Cristian Rodriguez e Helton foram acusados pelo Ministério Público de agressão a dois seguranças no túnel do Estádio da Luz, em 2009. Benfica não se pronuncia e FC porto não vai tomar qualquer posição pública.

O Ministério Público deduziu acusações contra cinco jogadores do FC Porto, Hulk, Sapunaru, Fucile, Cristian Rodriguez e Helton pelas agressões a dois seguranças no túnel do Estádio da Luz, a 20 de dezembro de 2009.

O caso irá agora para fase de instrução e só depois será decidido se haverá julgamento, apurou o site "Maisfutebol". Para já, e de acordo com a mesma fonte, o FC Porto não tomará qualquer posição pública.

A fase de instrução permite aos acusados apresentar provas, juntar testemunhas e dar a sua versão dos factos, perante um juiz de instrução.

Contactado pela Agência Lusa, Benfica não se pronuncia, alegando tratar-se de um processo fora do âmbito desportivo.

Segundo o "Correio da Manhã", Sapunaru, acusado de dois crimes, pode ser punido com uma pena até cinco anos de prisão, enquanto os restantes, acusados de um crime, incorrem numa pena até três anos.

No documento a que o jornal teve acesso, foi dado como provado que os jogadores agrediram os seguranças Ricardo Silva e Sandro Correia no final do encontro Benfica-FC Porto, que terminou com a vitória "encarnada", por 1-0.

Os factos remontam ao jogo da 14.ª jornada da temporada de 2009/2010 da Liga, que terminou com incidentes no túnel de acesso aos balneários.

Como consequência, a Comissão Disciplinar (CD) da Liga suspendeu o avançado brasileiro Hulk por quatro meses e o defesa romeno Sapunaru por seis meses, tendo arquivado um processo movido ao guarda-redes brasileiro Helton.

Na base do castigo, o presidente da CD em funções, Ricardo Costa, revelou ter ficado demonstrado que Hulk e Sapunaru agrediram assistentes de recinto desportivo, com o primeiro a agredir um e o segundo dois e que em cada castigo houve uma "atenuação especial" - para metade -, devido a "provocação".

Os jogadores recorreram da decisão para o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em que pediam a nulidade do acórdão da CD da Liga e, apesar de alegarem que os "stewards" não são intervenientes no jogo, remetiam, "na melhor das hipóteses", para o artigo 120 do Regulamento Disciplinar da Liga, que previa penas de dois a seis jogos de suspensão para agressões de jogadores a "delegados ou outros intervenientes do jogo com direito de acesso ou permanência no recinto desportivo".

Em 24 de março de 2010, o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) decidiu alterar os castigos impostos pela Liga a Hulk e Sapunaru, reduzindo as penas para três e quatro jogos, respetivamente, alegando que a exclusão dos assistentes de recinto desportivo da categoria de intervenientes no jogo esteve na base da sua decisão.

Segundo o acórdão do CJ, a exclusão dos stewards da categoria de intervenientes no jogo obrigou a equipará-los ao público e, dessa forma, reduzir as suspensões de Hulk e Sapunaru de quatro e seis meses para três e quatro jogos, respetivamente.

Enquanto decorreram os processos na Liga e FPF, os dois jogadores estiveram suspensos e não alinharam em qualquer jogo da Liga desde o embate com o Benfica, tendo Hulk apenas atuado pelos "dragões" na Liga dos Campeões e Sapunaru sido emprestado aos romenos do Rapid de Bucareste.

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