FC Porto não fecha a porta a negociar Dalot no final da época

Lateral é um dos nove futebolistas que terminam contrato em 2019. Intenção é renovar, mas tudo pode inverter-se no verão

O FC Porto tem o firme objetivo de segurar Diogo Dalot, para isso terá de agir rápido, pois o lateral de 19 anos, considerado como um dos mais promissores da sua posição, termina contrato em junho de 2019, mês muito sensível e bem sublinhado na agenda portista.

Nesse contexto, o DN sabe que a SAD azul e branca não fecha a porta a uma eventual negociação do passe do futebolista no final da época para evitar a situação limite de perder o internacional sub-21 a custo zero. Realce-se que Dalot tem um dos ordenados mais baixos do plantel e a sua cláusula de rescisão - 20 milhões de euros - está desproporcionada em relação aos relatos de interesse de grandes clubes europeus no jovem nascido em Braga.

Desde sempre no FC Porto, Dalot deseja, pelo que se sabe, permanecer no clube que o formou, mas as dificuldades financeiras do líder do campeonato tornam este dossiê de imprevisível desfecho.

Dalot está de tal forma cotado que marca presença no 11 mundial dos jogadores nascidos a partir de 1999. Nos últimos meses, o defesa já foi manchete em Espanha, com um suposto interesse do Valência na sua contratação, e nesta última semana na Suíça, para assistir ao encontro da seleção de sub-21, terão estado em Neuchatel olheiros de Barcelona, Atlético de Madrid e Juventus. Como se pode perceber, e como se diz em Espanha, noivas não faltam a Dalot.

Um dos motivos que pode levar à sua saída precoce tem que ver com o fair play financeiro. O FC Porto tem limites bem estabelecidos e as suas contas estão a ser monitorizadas pela UEFA. Ainda no último verão o clube portista foi sancionado com uma multa de 700 mil euros. E Dalot não é o único a terminar contrato dentro de um ano. Aliás, o panorama para o FC Porto tem muito pouco de animador.

A Diogo Dalot juntam-se o guarda-redes Fabiano, o lateral Ricardo Pereira, o também lateral Maxi Pereira, os médios Herrera e André André, os extremos Brahimi e Hernâni e o avançado Gonçalo Paciência, resgatado em janeiro ao Vitória de Setúbal. Estes futebolistas dentro de nove meses são livres para se comprometerem com os clubes que bem entenderem tendo em vista a temporada 2019-2020. E deste lote, algum o FC Porto tentará colocar no mercado no próximo defeso, com o capitão Herrera a ser o previsível contemplado em virtude de ser o único a ter a montra do Mundial 2018 - Ricardo Pereira ainda pode sonhar mas a sua convocatória seria, com o que se conhece hoje, sempre uma surpresa. Será neste ajuste de prioridades que o FC Porto não fecha a porta a transacionar Diogo Dalot no próximo verão.

Durante a atual temporada, o FC Porto sabia que tinha quatro futebolistas em final de contrato. Elegeu Aboubakar como prioridade, relegando para segundo plano Reyes e Marcano, este último em grande parte devido às exigências financeiras feitas pelo futebolista e pelo seu empresário. Sobra Iker Casillas que, como o DN já adiantou, tem já decidido que não vai manter-se ao serviço dos dragões. Inclusivamente nos últimos dias o Liverpool, clube que eliminou o FC Porto na Champions, tem sido asso- ciado ao guarda-redes espanhol. Até por isto parece quase uma utopia pensar na permanência de Casillas.

Perante este panorama, e não circunscrevendo a situação a Dalot, Luís Gonçalves, diretor-geral do FC Porto, tem muito trabalho pela frente para conseguir a renovação dos futebolistas mais importantes e promissores que terminam contrato em junho de 2019.

Como a manta não estica, o mais certo é que o FC Porto siga a estratégia da atual temporada, ou seja, defina dois ou três nomes como prioritários para tentar manter no plantel e deixe cair os restantes.

Mas essa é uma triagem que tem de ser feita com rapidez pois o mercado está à porta.

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