FC Porto mostrou grande vontade de chegar à final four

Dragões venceram o Paços e têm duelo marcado com o Sporting. Rivais podem defrontar-se quatro vezes em pouco tempo

O FC Porto apurou-se ontem para a final four da Taça da Liga, após vencer por 3-2 o Paços de Ferreira na Mata Real. Ganhou claramente o grupo e fez uma boa exibição, com a estranheza de ter sofrido dois golos. Segue-se agora uma meia-final com o Sporting, pelo que é provável que haja quatro jogos entre leões e dragões nos próximos meses, porque é possível que se defrontem também na meia-final da Taça de Portugal.

Este grupo chegava à última jornada com todas as equipas a poderem seguir em frente, embora fosse o FC Porto (por via da diferença de golos) a que tinha mais hipóteses apesar da sua crónica desafeição pela competição, que nunca ganhou. Ou seja, não era um jogo em que as duas equipas tivessem objetivos diferentes, apesar de se terem apresentado forma diferenciada: o FC Porto com um onze próximo do titular (Casillas na baliza, André Andre por via do castigo de Danilo e Soares em vez de Aboubakar eram as diferenças), enquanto Petit apresentou um conjunto formado maioritariamente por habituais suplentes. O que deu um jogo com golos, entretido, interessante até certo ponto. E sempre com um FC Porto muito empenhado, tanto que Herrera até foi expulso nos últimos minutos. Foi uma exibição - mais uma - bem interessante do atual líder da Liga.

O FC Porto utilizou a arma do costume - a bola parada - para desbloquear o marcador à saída do primeiro quarto de hora: canto de Alex Telles e cabeça de Diego Reyes, com a bola ainda a desviar em Gian antes de entrar. Segundo golo em jogos consecutivos do defesa mexicano, que tinha também aberto a contagem frente ao Marítimo para a Liga (e que antes nunca tinha feito um golo pela primeira equipa do FC Porto, curiosamente).

Ainda antes de se atingir sequer o meio da primeira parte, os dragões marcaram o segundo, num trabalho a solo de Brahimi, que levou a bola desde o meio-campo e depois colocou-a nas redes perante um Defendi muito atarantado e sem reação a um tiro desferido já dentro da área. O argelino completava assim o rodízio de marcar em todas as quatro competições em que a equipa está envolvida.

Parecia tudo fácil, até porque havia um domínio total, só que, em dois remates, o Paços chegou ao empate, ambos por Luiz Phellype: primeiro aproveitando uma abordagem ao lance deficiente de Reyes, rodando e ficando na cara de Casillas; depois numa bela jogada pela esquerda, em que Hendrio foi à linha e fez o clássico cruzamento para a marca de penálti e o brasileiro resolveu à ponta-de-lança. O FC Porto acabava o primeiro tempo com 8-0 em cantos, 65% de posse de bola, 9-2 em remates, mas com 2-2 no marcador.

Só que os dragões regressaram com Aboubakar e Corona (saíram Maxi e Soares) e marcaram o terceiro antes dos 50": cruzamento de Corona, Ricardo falhou o corte e Aboubakar apontou o golo de cabeça.

O Paços meteu no jogo Mabil, depois Mateus, mas substancialmente a coisa foi-se mantendo, com domínio completo da equipa de Sérgio Conceição, mas com menos oportunidades do que na primeira parte, em que Marega apareceu várias vezes isolado. Mas o que se via eram dragões empenhadíssimos numa qualificação que não estava assegurada, mas quase por essa altura, já que o Leixões perdia em Vila do Conde.

Os últimos minutos trouxeram novidades. Primeiro Andrezinho teve um bom tiro de fora da área que passou perto da baliza de Casillas (foi o terceiro remate do Paços) e a expulsão de Herrera, numa decisão extrema de Bruno Esteves quando o mexicano estava a ser agarrado por Andrezinho e se tentou libertar. Tendo em conta até o critério que o árbitro utilizou desde o início.

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