Cubillas: o mago resgatado pelos dragões em Basileia

Há 41 anos, o "sucessor" de Pelé estava a jogar na Suíça entre amadores quando rumou às Antas. Hoje, FC Porto e Basileia encontram-se e Cubillas não duvida do favoritismo portista.

Quatro anos antes, Pelé havia-o mencionado como seu sucessor e a FIFA reconheceu-lhe o mérito atribuindo-lhe o prémio de melhor jogador jovem do Mundial de 1970, elegendo-o também para o onze ideal da competição. Porém, em janeiro de 1974, aos 24 anos, Cubillas era um talento perdido no Basileia. Cabia-lhe o papel solitário de grande vedeta e único profissional numa equipa de amadores, até que apareceu o diretor portista Jorge Vieira, mandatado pelo presidente Américo de Sá, que não demorou muito para convencer um dos maiores craques que já jogaram de dragão ao peito.

Hoje, Basileia e FC Porto encontram-se para a primeira mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Teófilo Cubillas tem agora 65 anos e vive em Miami com a família e próximo dos quatro netos, viajando regularmente para o Peru, onde dá palestras sobre filosofia de vida na universidade. Ao DN, confessa que no confronto entre os dois clubes europeus que representou não tem grandes hesitações para escolher o favorito.

"O Basileia abriu-me as portas da Europa, mas o FC Porto recebeu-me com um carinho só comparável ao que senti no meu Alianza Lima. Aí nasceu o meu primeiro filho, pelo que Portugal é como a minha segunda pátria. Além disso, o FC Porto tem mais atributos para esta eliminatória, pode até, com sorte, pensar em vencer a Liga dos Campeões", diz Cubillas, salientando que tem "muito boas referências de Jackson Martínez, um dos melhores pontas-de-lança do mundo": "Os colombianos dão-se bem no FC Porto: viu-se com o Falcao, com o James..."

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