Mais uma promessa feita com murro na mesa: "Vamos ganhar!"

Fernando Santos lembrou compromisso que assumiu com jogadores há dois anos em Saint-Denis... de voltar a 10 de julho

Desde cedo Fernando Santos deixou bem claro que só regressaria a Lisboa no dia 11 de julho e que o objetivo era chegar à final do Euro2016 e ganhá-la! Ontem, depois do jogo lembrou o compromisso que assumiu com os jogadores no primeiro jogo como selecionador nacional... com a França em Saint-Denis, o estádio da final do Campeonato da Europa. "Há dois anos, aqui em França, no meu primeiro jogo, fizemos o compromisso de que tudo iríamos fazer para voltar lá dia 10 de julho", revelou o primeiro treinador português a levar a seleção a uma final.

E, segundo ele, esse compromisso "notou-se na fase de apuramento" e norteou a seleção agora: "Criámos um grupo muito forte, unido e realista, com noção das suas capacidades. Não é fácil ganhar a Portugal. Dificilmente alguém pode ganhar a Portugal."

E sem falsas ilusões. "Não somos o melhor do mundo, mas com este grupo e espírito fantásticos tudo é possível. Agora vamos disputar a final para ganhar, porque as finais são para isso. As finais não se jogam, ganham-se", lembrou.

Para Fernando Santos, a presença de Portugal, na final do Europeu, "tem muito a ver com o que os jogadores conseguem levar para o campo. Se não houvesse esta união, se não houvesse esta confiança uns nos outros seria mais difícil". E para que não haja dúvidas: "Acredito cegamente neles e acredito que eles confiam em mim. Conheço-os bem, eles conhecem-me bem a mim e penso que isso tem sido a arma de sucesso."

E qual é o estado de espírito nesta altura. "Uma alegria imensa... Não sou muito eufórico nestas coisas. As pessoas acham que sou triste, não sou nada triste, mas tenho uma final e é essa ambição que me guia . Temos muito para trabalhar e para lutar", respondeu, defendendo, depois, a acabar a conferência de imprensa, com um murro na mesa e tudo: "Vamos Ganhar!"

Agora "o importante é descansar bem e jogar a final e ganhá-la, porque é isso que se faz nas finais". Ora, falando em final? Quem prefere enfrentar, Alemanha ou França (jogam hoje)? Os emigrantes queriam, a França..."Não é o momento para falar disso", respondeu. E Pepe, que não jogou com Gales, por lesão, pode recuperar para domingo? "Vamos ver", respondeu o engenheiro, sem abrir o jogo ao adversário, seja ele qual for...

Claro que nem sempre as coisas correram bem. "E, se calhar, houve uma fase em que tinha mais mensagens gregas do que portuguesas, mas isso é perfeitamente normal", justificou o engenheiro referindo-se aos empates da fase de grupos, com a Islândia, Áustria e Hungria.

Em defesa do estilo de jogo

Sobre o jogo com Gales. "Esperava um jogo difícil como foi, alguma vez teríamos de dizer que a equipa nacional teve mérito em desmontar adversário. Senão tornámos isto só em demérito do adversário e pouco mérito de Portugal", atirou o selecionador português nada de acordo com a análise do técnico galês. "O Coleman? Gosto muito dele, excelente treinador, fez um Campeonato da Europa fantástico, uma muito bem equipa organizada, complicou-nos muito a vida, ele estudou bem Portugal e nós estudámos também o adversário", respondeu.

As perguntas sobre o estilo de jogo de Portugal continuam e Fernando Santos não gostou e reagiu de forma ríspida: "Havia sempre uma equipa em campo, umas vezes com o futebol mais agradável à vista outras vezes menos. O jogo com a Croácia é fantástico em termos estratégicos. Portugal tem feito aquilo que deve fazer, não se preocupando em jogar bonito ou feio, mas sim se é bem ou mal... Quem joga mal não ganha. Quem joga bem tem muita probabilidade de ganhar, se é bonito ou feio..."

Se o selecionador prometeu ir a França e só voltar a Portugal no dia 11 (um dia depois da final), ontem, prometeu trazer "o caneco" com ele. Será que cumpre?

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