Nani: "O nosso futebol não é comparável ao da Grécia"

Nani tem as prioridades definidas; ganhar e depois jogar bem, se possível. Mas não lhe digam que Portugal é similar ao futebol do campeão europeu em 2004. E revela que agora todos remam "para o mesmo lado"

Mais uma vez, o nível exibicional do futebol apresentado por Portugal foi tema numa conferência de imprensa. Nesta terça-feira com Nani, autor de dois golos neste Europeu, que não vê semelhanças com o campeão europeu em 2004..

"Não vejo assim, jogámos quatro jogos e o nosso futebol não é comparável ao futebol da Grécia, jogos diferentes. Acho que fizemos um bom espectáculo com a Hungria, nem todos os jogos podemos jogar assim, temos um objetivo e em primeiro lugar estará o nosso objetivo, se for preciso de abdicar de jogar bem vamos fazê-lo. Acredito que todos os meus colegas e treinador gostávamos de jogar sempre bem e agradar aos adeptos, masi o mais importante é ganhar. O objetivo é ganhar todos os jogos, chegar à final, seja qual for a maneira, para que todo o povo português fique satisfeito. Noutras alturas também já jogámos bem e ganhamos mas este é para mim um dos melhores momentos da seleção, pelo grupo, pela juventude da equipa, demonstramos companheirismo, remamos todos para o mesmo lado, com todas as condições para irmos o mais longe possível", referiu o extremo, que admite estar a fazer a "melhor fase final" de uma prova de seleções.

"Sinto-me bem, sinto que estou estou a ajudar a equipa e a seleção, pode ser que esteja a fazer a minha melhor fase final de sempre, em 2012 também tinha feito um excelente europeu, mas esta talvez seja melhor. Com golos e muita participação nos jogos, estou a contribuir para o sucesso da seleção e isso dá-me satisfação", considerou.

No que diz respeito ao duelo com a Polónia, Nani sublinha que"já não há equipas favoritas", mas reconhece que "a Polónia é muito forte e com jogadores muito experientes". E antecipa já o que pode surgir: "Vamos ter de sofrer em alguns momentos."

E dá o exemplo do último adversário: "A Croácia disse que ia ganhar e esmagar Portugal e em cinco minutos viram que não conseguiam fazer nada."

Sobre as 100 internacionalizações alcançadas com a Croácia, Nani diz-se muito feliz por pertencer a um núcleo muito restrito do qual já faziam parte Ronaldo, Figo e Fernando Couto. "Significa muito, é uma honra enorme fazer parte deste quadro da história da nossa seleção. Desde a primeira vez que enverguei esta camisola que me senti muito orgulhoso, carregava muito peso em cima de mim."

Como é sabido, Fernando Santos está quase a terminar contrato. Nani não o diz explicitamente mas, nas entrelinhas, deixa subentendido que gostava que o técnico prosseguisse no cargo: "É um assunto que cabe ao nosso presidente e ao nosso selecionador resolverem. Eles têm muito boa relação, penso que não vai ser problema."

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