Estrela da Amadora despejado da Reboleira

Tribunal não aceitou pedido da SAD liderada por Paulo Lopo para se manter nas instalações enquanto a comissão de credores decide se aceita a proposta de compra feita no leilão.

O Estrela da Amadora tem de sair da Reboleira imediatamente. Esta é a decisão da juíza do Tribunal de Sintra com o processo de insolvência do antigo clube tricolor, que, segundo soube o DN, negou as pretensões da SAD liderada por Paulo Lopo, de se manter nas instalações até à comissão de credores decidir se aceita a oferta de compra feita na semana passada.

No leilão de dia 30, a SAD tricolor ofereceu 2,25 milhões de euros (valor abaixo do valor mínimo de venda fixado em 5,1 milhões) pelo complexo da Reboleira (750 mil euros pelo Estádio José Gomes e 1, 5 pela parcela do Bingo e do campo de treinos), razão pela qual a oferta terá agora de ser analisada pela comissão de credores do antigo Estrela da Amadora, que tem 90 dias para apreciar e aceitar ou recusar a oferta.

Enquanto isso, o clube e a SAD tinham esperança de poder continuar nas instalações e recorreram ao tribunal de forma a impedir o despejo imediato e a multa de mil euros por dia, por ocupação indevida, desde que acabou o contrato de arrendamento (30 de junho). Vontade negada pelo tribunal, que obrigará o clube a suspender os treinos de 350 miúdos da formação e levará o plantel de Sérgio Vieira a preparar o arranque da II Liga na Malveira. E se não houver novidades até agosto, o Estrela, que hoje anunciou Daniel Kenedy é o novo diretor técnico para o futebol profissional, terá de ir jogar a 140 km da Reboleira, em Leiria.

SAD reage na quinta-feira.

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