"Depois do título, o Gabriel não conseguia sair de casa"

DN acompanhou uma sessão de treinos de alguns dos surfistas brasileiros na praia D'El Rey em Óbidos

Não haver campeonato não significa que não há surf. Logo de manhã, o DN foi até à praia D"El Rey, em Óbidos, que por estas alturas é o oposto do areal em Supertubos, onde está montado o circo para a décima e penúltima etapa do circuito mundial de surf. Na praia, a primeira pessoa que se avista é Charles, o padrasto-pai de Gabriel Medina.

Enquanto o atual campeão do mundo treina, o DN aproveita o tempo, sereno, sem rádios oficiais do evento aos gritos ou fãs a pedirem autógrafos e selfies, para, como os brasileiros dizem, "bater um papo". Na água estão também Wiggolly Dantas e Miguel Pupo, em 13.º e 21.º lugares do ranking, respetivamente, e mais ninguém. Ninguém. Na areia, um grupo de turistas com crianças não faz a menor ideia de quem ali está ou, então, está-se nas tintas para o surf.

Como sempre, Charles está concentrado no filho e comenta connosco que "ele neste ano está a surfar ainda melhor". Falamos-lhe do título mundial, inédito na história do Brasil, e do consequente assédio que o surfista de 21 anos deve ter sofrido, perguntando-lhe a que mais lhe custou a adaptar-se. "Uma situação difícil para o Gabriel depois de tudo isso foi sair de casa. Ele não conseguia ir jantar, almoçar, andar na rua, ir à praia ou surfar."

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