CR7 ainda a perseguir recordes e alguns estão para breve

Para a semana pode destronar Casillas - mais vitórias em provas europeias. Golos de Puskas pela seleção também em risco

Cristiano Ronaldo tem batido recordes a um ritmo impressionante. No jogo de terça-feira com a Juventus, no qual apontou um golo que lhe pode valer mais um prémio Puskas, tornou-se o primeiro jogador a marcar em dez jogos consecutivos na Liga dos Campeões. Foi mais um a juntar ao extenso rol de distinções: maior goleador em competições de clubes da UEFA (122 golos), melhor marcador da Champions (120), máximo goleador da história do Real Madrid (445) e da seleção nacional (81), mais partidas disputadas em fases finais de Europeus (21), mais vezes internacional por Portugal (141), são só alguns exemplos de marcas já batidas pelo avançado português. Mas há mais recordes para bater, alguns deles para breve.

Cinco golos num jogo da Champions

É uma das metas a bater, mas certamente não o deverá conseguir esta época devido à dificuldade dos jogos que se avizinham. O máximo que Ronaldo conseguiu na Liga dos Campeões foram quatro golos, num jogo da fase de grupos da Champions, em 2015, diante do Malmoe. Até hoje, apenas dois jogadores alcançaram esta marca na prova milionária: Lionel Messi fez uma manita aos alemães do Bayer Leverkusen nos oitavos-de-final da prova em março de 2012. O outro herói foi o brasileiro Luiz Adriano, do Shakhtar Donetsk, em outubro de 2014, frente ao BATE Borisov, também na Liga dos Campeões.

Mais hat tricks

Apesar de ter marcado golos em todos os jogos da Champions realizados esta temporada (14 em nove encontros), Ronaldo ainda não conseguiu apontar um hat trick na presente edição da prova para desempatar o duelo particular contra o rival de sempre: Lionel Messi. Na Liga dos Campeões, desde sempre, CR7 já por sete ocasiões marcou três ou mais golos num só jogo, um registo igual ao do argentino do Barcelona. Muito atrás nesta luta estão Inzaghi, Mario Gómez e Luiz Adriano, que o fizeram em apenas três jogos.

Mais vitórias na Europa

Este será um recorde que, salvo alguma contrariedade de última hora, Ronaldo irá bater já na próxima semana quando o Real Madrid receber a Juventus no jogo que dá acesso às meias-finais da Champions - na primeira mão, os merengues vencerem por 3-0 em Turim e têm a eliminatória muito bem encaminhada. Ao dia de hoje, CR7 está igualado com Iker Casillas, guarda-redes espanhol do FC Porto - têm ambos 98 triunfos em provas europeias.

Mais jogos na Champions

Esta é outra marca que Cristiano Ronaldo não poderá ainda bater esta temporada porque o número de jogos (um máximo de quatro) não o permite. O ranking é atualmente liderado por Iker Casillas, que regista um total de 167 partidas realizadas na prova milionária. No segundo posto está Xavi Hernández, o antigo jogador espanhol do Barcelona, com 151. Ronaldo surge logo imediatamente a seguir com 149, o que significa que caso o Real Madrid ultrapasse a Juventus, o avançado português irá saltar para a segunda posição por troca com Xavi.

Golos pela seleção

Cristiano Ronaldo, que é já o melhor marcador de sempre da seleção nacional, chegou este ano aos 81 golos com a camisola das quinas (jogos oficias e particulares incluídos). Neste momento só tem dois jogadores à sua frente: Ferenc Puskas (84) e Ali Daei (109). Chegar ainda este ano à marca do goleador iraniano parece impossível, mas ultrapassar o mítico jogador húngaro poderá até acontecer ainda antes do Mundial, dado que antes da partida para a Rússia a seleção vai disputar três particulares: Tunísia, Bélgica e Argélia.

Mais golos no campeonato

Ora aí está outro recorde que ainda não deverá ser batido durante esta temporada. A melhor época de Cristiano Ronaldo no Real Madrid no que respeita a golos apontados no campeonato foi em 2014-15, com um total de 48. Mas, mesmo assim, não conseguiu superar o recorde que pertence a Lionel Messi, que na temporada 2011-12 apontou 50 (!) com a camisola do Barcelona. Este ano, CR7 leva 22 golos na Liga espanhola, numa altura em que faltam disputar oito jornadas. Mas como Ronaldo tem sido muitas vezes poupado no campeonato... será difícil ultrapassar a marca dos 50 golos.

Duelo individual com Messi

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi têm rivalizado entre si na última década pelas distinções de melhores jogadores do Mundo. Esta é outra marca que CR7 persegue. Até ao momento, cada um deles tem nas vitrinas dos seus museus particulares cinco distinções. Com Real Madrid e Barcelona ainda na Champions (e bem encaminhados para as meias-finais da prova) e em ano de Mundial, aguarda-se uma luta intensa entre os dois melhores futebolistas do planeta.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Dos pobres também reza a história

Já era tempo de a humanidade começar a atuar sem ideias preconcebidas sobre como erradicar a pobreza. A atribuição do Prémio Nobel da Economia esta semana a Esther Duflo, ao seu marido Abhijit Vinaayak Banerjee e a Michael Kremer, pela sua abordagem para reduzir a pobreza global, parece indicar que estamos finalmente nesse caminho. Logo à partida, esta escolha reforça a noção de que a pobreza é mesmo um problema global e que deve ser assumido como tal. Em seguida, ilustra a validade do experimentalismo na abordagem que se quer cada vez mais científica às questões económico-sociais. Por último, pela análise que os laureados têm feito de questões específicas e precisas, temos a demonstração da importância das políticas económico-financeiras orientadas para as pessoas.

Premium

Marisa Matias

A invasão ainda não acabou

Há uma semana fomos confrontados com a invasão de territórios curdos no norte da Síria por parte de forças militares turcas. Os Estados Unidos retiraram as suas tropas, na sequência da inenarrável declaração de Trump sobre a falta de apoio dos curdos na Normandia, e as populações de Rojava viram-se, uma vez mais, sob ataque. As tentativas sucessivas de genocídio e de eliminação cultural do povo curdo por parte da Turquia não é, infelizmente, uma novidade, mas não é por repetir-se que se deve naturalizar e abandonar as nossas preocupações.