CR7 acusa juíza espanhola de utilizar critérios "irracionais"

No ano passado, o futebolista foi acusado de lesar o fisco espanhol em 14,7 milhões de euros

Cristiano Ronaldo acusou a juíza espanhola, Mónica Gómez Ferrer, que lidera o julgamento do seu processo fiscal, de utilizar critérios "irracionais, subjetivos e incompreensíveis".

Segundo o jornal El Mundo, a acusação surge no âmbito da resposta em que a juíza recusa incluir, no processo de CR7, a documentação do fisco espanhol no caso em que o jogador Lionel Messi foi investigado. Mónica Ferrer afirma que essa informação é pública. Ronaldo afirma que o fisco espanhol utiliza "critérios díspares" quando julga de maneira diferente contratos de patrocínio "idênticos".

O futebolista desejava que fosse analisado o tratamento fiscal que foi dado ao processo de Messi em relação aos contratos com a Adidas (o tribunal considerou que os pagamentos derivaram dos seus direitos de imagem) e com a Nike (em que os valores foram pagos pela prestação do jogador nas atividades desportivas), e que fossem comparados aos seus contratos com a empresa de videojogos Konami e a Procter&Gamble, que inclui marcas como a Gillette.

Se antes o futebolista apenas tinha questionado o Tribunal Tributário sobre os critérios que utilizava, agora acusa diretamente a juíza que lidera a investigação

Segundo o El Mundo, Mónica Gómez Ferrer não aceitou a petição do jogador português alegando que esta "não era útil" para a causa do Cristiano. Resposta que provocou no futebolista um sentimento de revolta, segundo o jornal espanhol. Se antes o futebolista apenas tinha questionado o Tribunal Tributário sobre os critérios que utilizava, agora acusa diretamente a juíza que lidera a investigação.

Em 2017, o futebolista foi acusado de lesar o fisco espanhol em 14,7 milhões de euros. Em dezembro, Caridad Gómez Mourelo, responsável pela unidade central de coordenação do Tesouro espanhol que é especialista em crime fiscal, afirmou em tribunal que Cristiano Ronaldo devia estar preso. Justificou a opinião, inclusivamente, com o facto de estarem "pessoas na prisão por não terem pago 125 mil euros". Defendeu ainda que o português cometeu evasão fiscal de forma voluntária.

Exclusivos

Premium

EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.