Penálti de Murilo garante regresso do Tondela às vitórias

Falta da grande penalidade foi confirmada pelo videoárbitro

Um penálti convertido por Murilo, aos 76 minutos, garantiu este sábado a vitória do Tondela no reduto do Vitória de Guimarães, por 1-0, em jogo antecipado, que abriu a 16.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol.

Num jogo intenso, embora nem sempre bem jogado, o avançado tondelense marcou o único golo depois de sofre falta de Konan, confirmada pelo vídeoárbitro, 12 minutos antes do árbitro António Nobre marcar novo penálti após a consulta do dispositivo, mas para os vitorianos, que Raphinha falhou, aos 88 minutos.

Com esta resposta à goleada sofrida na ronda anterior, frente ao Benfica (5-1), a formação beirã ascendeu ao 10.º lugar do campeonato, com 18 pontos, ao passo que os vimaranenses averbaram o terceiro desaire consecutivo em provas oficiais e encerram 2017 na sétima posição, com 23.

Os vitorianos apareceram em campo com metade da defesa remodelada face ao quarteto que alinhou na derrota com o Moreirense (2-1) - o lateral-direito Victor Garcia e o central Marcos Valente renderam João Aurélio e Moreno - e, graças ao ritmo imposto pela ala direita, foram melhores nos primeiros 15 minutos, ficando perto do golo num cabeceamento de Sturgeon, aos quatro.

Com Pedro Nuno no lugar do 'trinco' Claude Gonçalves face ao 'onze' da derrota com o Benfica, o Tondela aliviou a pressão após o primeiro quarto de hora e subiu com mais frequência à área vitoriana, a partir daí, ficando perto do golo aos 20 minutos, quando Hélder Tavares, assistido por Miguel Cardoso, rematou ao lado.

Mesmo com problemas na construção de jogo, o Vitória recuperou algum ascendente a partir do minuto 30 e ficou perto do golo num remate de Héldon intercetado por Ricardo Costa, aos 32, e num remate de Marcos Valente ao ferro, com pouco ângulo, na sequência de um cabeceamento de Rafael Miranda ao primeiro poste, aos 40.

No início da segunda parte, ambas as equipas sentiram problemas para criar desequilíbrios junto das áreas contrárias, mas os comandados de Pepa, mais confortáveis sobre o relvado, aproximaram-se do golo aos 56 minutos, num lance em que Douglas teve de se atirar para o relvado para negar o golo a Hélder Tavares.

Pouco depois da entrada de Hurtado para o lugar de Sturgeon, aos 55 minutos, o Vitória cresceu ofensivamente e 'encostou' o Tondela à sua baliza, mas, na hora de atirar à baliza, os seus jogadores acertaram quase sempre nos defesas tondelenses, com exceção de Héldon, que, aos 64 minutos, obrigou Cláudio Ramos a evitar o golo.

Numa fase em que os vimaranenses estavam por cima, o Tondela beneficiou de um penálti aos 74 minutos, confirmado após o recurso ao videoarbitro, que Murilo, o jogador alegadamente derrubado por Konan, converteu, inaugurando o mercador, aos 76.

Em desvantagem, os vimaranenses instalaram-se junto à área tondelense, ficaram perto do empate num livre de Hurtado, aos 77 minutos, e beneficiaram, aos 88, de um penálti cometido por Ricardo Costa sobre Jubal, assinalado por António Nobre após consultar o videoarbitro.

Na conversão do penálti, Raphinha, melhor marcador dos vimaranenses na I Liga, com nove golos, permitiu a defesa de Cláudio Ramos, e os vimaranenses tiveram de continuar em busca da igualdade.

Sem discernimento, os vitorianos criaram mais uma ocasião, num lance em que Cláudio Ramos falhou ao início, mas depois corrigiu o erro, ao desviar a bola para canto, aos 90 minutos.

Exclusivos