Um golo fantástico de um herói improvável salvou o Benfica

Encarnados venceram o Portimonense por 2-1, num jogo em que os tetracampeões jogaram mal, estiveram a perder e viram André Almeida brilhar. Videoárbitro evitou empate aos 88"

O Benfica conseguiu ontem uma vitória sofrida, por 2-1, frente ao Portimonense no Estádio da Luz. E tudo graças a um golo extraordinário de André Almeida, que acabou por virar o resultado de uma partida em que a equipa de Rui Vitória jogou mal, esteve desinspirada e viu os algarvios praticarem um futebol alegre e descomplexado que esteve muito perto de dar frutos.

Os encarnados podem ainda agradecer ao videoárbitro, pois aos 88 minutos, Fabrício festejou o empate a duas bolas, perante o desespero dos adeptos da casa. Mas o árbitro Gonçalo Martins, após consultar o VAR, foi informado que o lance se iniciou com fora-de-jogo de Wilson Manafá, tendo por isso sido anulado o golo.

O Benfica entrou no jogo de forma muito lenta e previsível, sem mudanças velocidade, permitindo assim ao Portimonense manter a sua organização defensiva. Os algarvios, sempre que ganhavam a posse de bola, procuravam acelerar o jogo, quase sempre pela direita através do japonês Nakajima, para causar desequilíbrios à defesa benfiquista.

É verdade que o primeiro sinal de perigo até foi dado por Jonas, mas Wellington respondeu de imediato com um remate perigoso. Aliás, foi o extremo brasileiro que teve nos pés a melhor ocasião da primeira parte com um remate que obrigou Bruno Varela a uma excelente defesa. O guarda-redes do Benfica, que manteve a titularidade apesar de Júlio César já estar recuperado, voltou a ser decisivo ao parar um corte traiçoeiro de Samaris.

Bem vistas as coisas, o intervalo chegou com o Portimonense a ter a melhor ocasião de golo, com os tetracampeões nacionais a sentirem muitas dificuldades em entrar na defesa algarvia, sobretudo devido ao menor rendimento de Pizzi que raramente conseguiu fazer as habituais combinações com Jonas. No descanso, Vítor Oliveira podia orgulhar-se de ser a primeira equipa desde 22 de janeiro que chegou ao intervalo na Luz, para a Liga, sem sofrer golos. A última havia sido o Tondela.

Para o segundo tempo, Rui Vitória tirou Franco Cervi e colocou Salvio na tentativa de acelerar mais o jogo da equipa, mas a verdade é que o Portimonense voltou a entrar bem, tendo conseguido adiantar-se no marcador logo aos 56 minutos através de um excelente trabalho Fabrício. O público da Luz gelava com um golo que, tendo em conta o rendimento do Benfica, poderia hipotecar os três pontos.

Contudo, três minutos depois, Salvio surgiu nas costas da defesa algarvia e Hackman derrubou o argentino, acabando daí por resultar um penálti com a consequente expulsão do lateral de Portimão. Jonas aproveitou para empatar.

Uma reviravolta 17 meses depois

A jogar com dez, restava ao Portimonense defender o melhor que podia e suster aquilo que era previsível: um ataque cerrado dos encarnados. Rui Vitória colocou então o médio Filipe Augusto no lugar de Lisandro López com o objetivo de controlar melhor a posse de bola, algo que conseguiu, pois o Benfica conseguiu empurrar o adversário para a sua área, embora desperdiçando várias situações de ataque. Vendo o tempo a passar, o treinador encarnado arriscou tudo colocando Raúl Jiménez no lugar de Eliseu, mas acabou por ser num lance tão espetacular como inadvertido que André Almeida marcou pela terceira vez de águia ao peito, um golo que será provavelmente o melhor da sua vida desportiva.

A partir desse momento o jogo virou. O Benfica estava bastante desequilibrado defensivamente - Samaris era central e Zivkovic defesa-esquerdo - em face das alterações de Rui Vitória na tentativa de dar a volta ao resultado e o Portimonense começou a surgir no ataque com perigo, tendo criado duas boas situações para empatar. À terceira foi mesmo golo de Fabrício, no tal lance bem anulado com o recurso ao videoárbitro.

O Benfica ganhou um jogo no qual o Portimonense fez mais do que o suficiente para empatar, conseguindo a primeira reviravolta no marcador desde abril de 2016 - há 17 meses.

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