Svilar, Krovinovic e Keaton Parks voltam aos convocados

Rui Vitória chamou 20 jogadores para o jogo com o V. Setúbal

Svilar, Krovinovic e Keaton Parks são as grandes novidades na lista de 20 jogadores convocados por Rui Vitória para o jogo com o V. Setúbal, marcado para este domingo às 20.15 horas, no Estádio da Luz, a contar para a 12ª jornada da Liga.

Em relação ao jogo em Moscovo na última quarta-feira, a contar para a Champions, ficaram de fora Fábio Duarte, Lisandro López, João Carvalho e Rafa Silva, por opção do treinador, aos quais se juntou Filipe Augusto, que está a contas com um traumatismo no pé direito.

A cargo do departamento médico está ainda Rúben Dias, que recupera de uma cirurgia a uma apendicite aguda. Recuperado estará já o guarda-redes Júlio César que, no entanto, ficou de fora da convocatória.

Eis a lista completa de convocados:

Guarda-redes: Mile Svilar, Bruno Varela;

Defesas: Grimaldo, Luisão, Douglas, Eliseu, Jardel, André Almeida;

Médios: Fejsa, Samaris, Zivkovic, Salvio, Krovinovic, Pizzi, Franco Cervi, Keaton Parks, Diogo Gonçalves;

Avançados: Raúl Jiménez, Jonas, Seferovic.

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Agendas

Disse Pessoa que "o poeta é um fingidor", mas, curiosamente, é a palavra "ficção", geralmente associada à narrativa em prosa, que tem origem no verbo latino fingire. E, em ficção, quanto mais verdadeiro parecer o faz-de-conta melhor, mesmo que a história esteja longe de ser real. Exímios nisto, alguns escritores conseguem transformar o fingido em algo tão vivo que chegamos a apaixonar-nos por personagens que, para nosso bem, não podem saltar do papel. Falo dos criminosos, vilões e malandros que, regra geral, animam a literatura e os leitores. De facto, haveria Crime e Castigo se o estudante não matasse a onzeneira? Com uma Bovary fiel ao marido, ainda nos lembraríamos de Flaubert? Nabokov ter-se-ia tornado célebre se Humbert Humbert não andasse a babar-se por uma menor? E poderia Stanley Kowalski ser amoroso com Blanche DuBois sem o público abandonar a peça antes do intervalo e a bocejar? Enfim, tratando-se de ficção, é um gozo encontrar um desses bonitões que levam a rapariga para a cama sem a mais pequena intenção de se envolverem com ela, ou até figuras capazes de ferir de morte com o refinamento do seu silêncio, como a mãe da protagonista de Uma Barragem contra o Pacífico quando recebe a visita do pretendente da filha: vê-o chegar com um embrulho descomunal, mas não só o pousa toda a santa tarde numa mesa sem o abrir, como nem sequer se digna perguntar o que é...

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

"O clima das gerações"

Greta Thunberg chegou nesta semana a Lisboa num dia cheio de luz. À chegada, disse: "In order to change everything, we need everyone." Respondemos-lhe, dizendo que Portugal não tem energia nuclear, que 54% da eletricidade consumida no país é proveniente de fontes renováveis e que somos o primeiro país do mundo a assumir o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono em 2050. Sabemos - tal como ela - que isso não chega e que o atraso na ação climática é global. Mas vamos no caminho certo.