PJ e Ministério Público juntam vouchers e mails a jogos suspeitos

Segundo o Expresso as autoridades consideram que o clube da Luz tinha a estratégia de controlar o futebol nacional. Encarnados pedem celeridade e garantem que a notícia não traz nada de novo

Segundo o semanário Expresso, a Polícia Judiciária e o Ministério Público, agruparam os três casos de suspeitas de corrupção desportiva passiva e ativa em jogos da I Liga ao caso dos emails e dos vouchers.

O Expresso diz mesmo que as autoridades consideram que estes três processos têm a ver com um só objetivo do Benfica; dominar o futebol nacional através do controlo dos órgãos decisórios "nomeadamente o setor da arbitragem.

Esta notícia levou o diretor de comunicação do Benfica, Luís Bernardo, a reagir na BTV. "Isto não tem nada de novo. Queremos aproveitar esta oportunidade para dar uma palavra de esclarecimento e serenidade a todos os benfiquistas. Os vouchers foram arquivados em diferentes entidades. Na Comissão de Instrutores da Liga, no CD da FPF, no TAD e no Comité Disciplinar da UEFA. Foram diversas as instituições que analisaram o caso e arquivaram, mostrando que não existia ali qualquer irregularidade. Eram prendas dadas dentro das normas estabelecidas, indiferenciadas, dadas independentemente do resultado. Temos o exemplo de Pedro Proença, atual presidente da Liga, que também as recebeu e não sentiu qualquer tipo de pressão. [relativamente aos josos sob suspeita] Dos quatro jogadores que o Benfica teria tentado subornar, veio-se a saber que só dois tinham atuado nesse jogo. O Cássio e o Marcelo foram dois dos melhores em campo. Diz-se que é uma denúncia não confirmada. Também nunca fomos contactados. [sobre o casos dos emails] O Benfica está perfeitamente tranquilo. Não há nenhuma instituição portuguesa que veja a sua correspondência na praça pública. Não há um facto que se possa dizer que haja uma relação de causa/efeito que tenha resultado em alterações de resultados. Ainda nos últimos dias, vimos o boletim clínico de atletas na praça pública, a informação mais privada e confidencial que deve existir d ecada um de nós, e uma total inércia do Ministério Público."

A finalizar, um desejo: "Que a justiça faça o seu trabalho de forma célere. Portugal não pode ser visto como um paraíso do cibercrime. A violação de correspondência provada é crime. É mau sinal para a sociedade."

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