Museu Cosme Damião abre as portas

O Benfica abriu esta sexta-feira as portas do Museu Cosme Damião, uma infraestrutura moderna e repleta de interatividade, que vai permitir aos visitantes reavivarem a "chama imensa" e "mergulharem" nos 109 anos de história do clube lisboeta.

Situado no Estádio da Luz, o espaço, que demorou um ano e três meses a ser construído e ao qual foi dado o nome do mais célebre dos 24 fundadores do Benfica, é composto por três pisos, divididos em 29 áreas temáticas, que albergam a história dos "encarnados", desde a sua fundação, a 28 de fevereiro de 1904, até aos dias de hoje.

Em destaque, pela imponência, mas também pela particularidade de atravessar os três andares, encontra-se uma vitrina que expõe cerca de 500 troféus ganhos pelo clube nas várias modalidades.

De resto, o início da "viagem" que percorre o mundo do Benfica é dedicado ao ecletismo, onde são lembrados nomes como José Maria Nicolau (ciclismo), António Leitão (atletismo), Carlos Lisboa (basquetebol) ou André Lima (futsal), entre muitos outros.

O futebol, como seria de esperar, ocupa a maior "fatia" do espaço, com os troféus oficiais representativos, por exemplo, da conquista do Campeonato Nacional (32) ou da Taça de Portugal (24), todos eles em expositores individuais.

Entre as glórias passadas sobressaem as duas Taças dos Campeões Europeus, conquistadas no início da década de 60, trazendo ao imaginário os triunfos sobre FC Barcelona (1961) e Real Madrid (1962).

Por outro lado, os troféus não oficiais também estão presentes e, entre os 64 ali expostos, é possível ver de perto a Taça Latina, de 1950, e as "gigantescas" Ramón Carranza, conquistadas em 1964 e 1972.

Tudo isto suportado por uma enorme interatividade, através de painéis e ecrãs táteis, que dão oportunidades aos visitantes de consultarem toda a informação inerente às conquistas.

No espaço, são ainda lembrados os 1.064 futebolistas portugueses e estrangeiros que envergaram a camisola da águia e o visitante é convidado a escolher aquele que considera ser o melhor "onze" de sempre do Benfica, colocando Luisão e Humberto Coelho no centro da defesa, entregando as faixas a Chalana e Poborsky ou fazendo coabitar Eusébio, Nené e Cardozo no ataque, por exemplo.

As botas utilizadas por Espírito Santo, Rui Costa ou Cardozo são alguns dos artigos que fazem parte da herança benfiquista, assim como a última camisola utilizada pelo falecido húngaro Miklos Fehér, na fatídica noite de 25 de janeiro de 2004.

Além dos jogadores, os treinadores e presidentes da história do Benfica são igualmente realçados, num primeiro piso que tem como principal referência o espaço dedicado ao maior nome do futebol benfiquista: Eusébio da Silva Ferreira.

E como o maior património de um clube são os sócios, o Benfica fez questão de incluir um mural com fotografias digitais dos seus associados, que, futuramente, poderão mesmo enviar as suas imagens através de canais próprios para o efeito.

Entre algumas curiosidades desvendadas, é possível saber que, em 109 anos de existência, os "encarnados" já passaram por mais de 260 locais no Mundo e que, numa visita a Angola, em 1950, foi-lhes oferecido um dente de elefante, o qual se encontra exposto no museu.

Apesar de um espólio maioritariamente dedicado ao desporto, os responsáveis benfiquistas fizeram questão de incluir uma cronologia, com os acontecimentos nacionais e internacionais mais relevantes da História, como a chegada do homem à lua, a revolução do 25 de abril ou a queda do muro de Berlim.

Com o aproximar do final da visita, ainda há tempo para revisitar a história benfiquista em 1.000 segundos (16 minutos), num auditório com capacidade para 86 pessoas, situado na cúpula do museu, que antecede a passagem por uma zona mais descontraída, onde o visitante pode testar as suas capacidades futebolísticas, enfrentando um guarda-redes virtual, na marcação de uma grande penalidade.

A abertura ao público apenas será feita na próxima segunda-feira, dia 29 de julho.

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